11 de julho de 2026
Nacional

'Maior ajuda que o Judiciário pode dar é respeitar a Constituição', diz Fux

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Dois dias depois de dar o voto decisivo no julgamento que barrou a reeleição da cúpula do Congresso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, disse na manhã desta terça (8) que a maior ajuda que o Judiciário pode dar aos demais poderes é "manter o compromisso de respeitar a Constituição". A fala foi interpretada no STF como um recado às críticas de ministros de que Fux rompeu um "acordo" ao votar contra a possibilidade de recondução dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

"O Judiciário está pronto para colaborar com todos os demais poderes. E mais ainda, ministro Paulo Guedes, o que é muito importante: a maior ajuda que o Poder Judiciário pode dar aos demais poderes é manter o compromisso de respeitar a Constituição", disse Fux, durante evento em Brasília pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja) que também contou com a participação do ministro da Economia.

Em sua fala, Fux teceu considerações sobre relação entre os poderes e a recuperação econômica, frisando que o "Judiciário está pronto para colaborar" com o Executivo e o Legislativo.

CRÍTICAS

O STF sofreu uma série de críticas e pressões por conta do julgamento sobre a possibilidade de reeleição na Câmara e no Senado, o que influenciou o placar final. Os votos dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux marcaram na noite de domingo (6) uma reviravolta no resultado final, que indicava uma tendência de vitória da tese a favor da recondução.

A eleição para a cúpula do Congresso é a disputa política mais importante do próximo ano. Os presidentes da Câmara e do Senado comandam a agenda legislativa do País, articulam a estratégia para a aprovação de reformas prioritárias do governo e são responsáveis por controlar não apenas a abertura de CPIs, mas também o andamento de pedidos de impeachment - do presidente da República, no caso da Câmara; dos ministros do STF, no caso do Senado.