09 de julho de 2026
Nacional

Saúde recua e fala em vacinar este mês

Estadão Conteúdo
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Brasília - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta (9), que o uso emergencial de uma vacina contra a covid-19 poderia acontecer ainda em dezembro se o governo federal fechar um contrato desse tipo com a Pfizer. "Se a Pfizer conseguir autorização emergencial e nos adiantar alguma entrega, isso pode acontecer em janeiro, final de dezembro, em janeiro... Isso em quantidades pequenas, que são de uso emergencial", comentou. "Não é uma campanha de vacinação."

Segundo ele, é "bem provável" que, entre janeiro e fevereiro, o governo federal esteja vacinando a população do País contra a Covid-19. A declaração ocorreu 24 horas após reunião com governadores, em que havia prometido começar a imunização no Brasil no fim de fevereiro. 

Em uma profusão de condicionais, Pazuello explicou que, se a Pfizer, a AstraZeneca e o Instituto Butantan concluírem a fase 3 de testes ainda em dezembro e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) der aval ao registro dos imunizantes em janeiro, o ministério terá recebido nesse mês 500 mil doses da primeira e 15 milhões da segunda fabricante.

PFIZER

Na terça-feira contudo, o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, disse que a empresa será capaz de entregar, no primeiro trimestre de 2021, o suficiente para imunizar somente 2 milhões de brasileiros - o equivalente a 4 milhões de doses, já que o produto é administrado em duas doses.

TESTES

O Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), Arnaldo Medeiros disse nesta quarta-feira (9), que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a extensão do prazo de validade dos testes para a Covid-19, estão estocados pelo governo. Medeiros disse que cerca de seis milhões de testes vencem até março de 2021 e todos terão ampliação da validade de quatro meses.