Rio de Janeiro - Em acareação realizada na manhã desta sexta-feira (11), no fórum de Niterói, na região metropolitana do Rio, uma ex-frequentadora da igreja da deputada federal Flordelis dos Santos confirmou ter tomado conhecimento de que uma segunda pessoa atirou no pastor Anderson do Carmo na garagem da casa da família em Pendotiba. As informações são do portal de notícias IG.
Segundo Vivian Oliveira, Simone dos Santos , filha biológica de Flordelis , também teria feito disparos de arma de fogo na genitália da vítima.
Ainda de acordo com a testemunha, a presença de outras pessoas na cena do crime foi relatada a ela por Cristiana dos Santos, esposa do pastor Carlos Ubiraci, que também está preso acusado de envolvimento no assassinato . Carlos e Cristiana são filhos afetivos de Flordelis e moravam na casa.
ACUSADO
Outro filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos, foi o único acusado pelo Ministério Público de ter atirado em Anderson.
Os outros réus são acusados de participarem no crime, mas não de serem os executores. Nas investigações, não houve qualquer relato da presença de outras pessoas na cena do crime além de Flávio.
Além da participação de Simone, Vivian aponta ainda que outro filho afetivo de Flordelis , André de Oliveira, teria segurado o pastor para que Simone e Flávio atirassem.
"Ela [Cristiana] falou que foi algo que ela ouviu na casa [de Flordelis]. O André havia segurado o pastor Anderson para o Flávio e a Simone atirarem nele. E que a mãe dela [Flordelis] sabia de tudo, que não caía uma folha da árvore dentro de casa se a pastora Flor não soubesse. A Simone que havia atirado nas partes íntimas", descreveu Vivian.
Questionada pela juíza Nearis dos Santos se havia ouvido ainda relatos da participação de Lorrane, filha biológica de Simone e André, Vivian afirmou que sim, mas não se recordava exatamente o que teria sido. O envolvimento de Lorrane no homicídio está sendo investigado pela Polícia Civil em um terceiro inquérito aberto sobre o caso.
OUTRA VERSÃO
Logo após o depoimento de Vivian, Cristiana foi ouvida e negou que tivesse feito os relatos sobre o crime para a frequentadora da igreja . Questionada pela juíza se havia recebido alguma ameaça para não confirmar a história relatada por Vivian, Cristiana negou, mas admitiu haver uma espécie de "lei do silêncio" na casa, sobre a morte do pastor.
A defesa delas não se pronunciou.