10 de julho de 2026
Nacional

Anvisa: 'Só o registro no exterior da vacina contra Covid não basta'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta segunda (14) que estabeleceu prazo de 10 dias para avaliar pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19. Em nota, o órgão disse que trabalhará em tempo integral, inclusive nas semanas de Natal e Ano-Novo, para analisar autorizações de importação, certificar linhas de produção e autorizações sobre uso de vacina.

"Assim que todos os documentos necessários tenham sido submetidos à Anvisa pelos fabricantes da vacina, a Anvisa estima que o prazo de até 10 (dez) dias para concluir a avaliação quanto à autorização de uso emergencial, desde que possuam ensaios clínicos em condução no Brasil", disse a agência.

PRESSÃO

A Anvisa tem sido pressionada para dar uma resposta ágil na liberação de vacinas. A agência, porém, ainda não recebeu pedidos de uso emergencial. Apenas empresas que têm estudos finais de desenvolvimento de imunizantes no Brasil (fase 3) podem pedir esse aval. A aplicação emergencial deve ser feita no SUS, em grupos restritos, como de idosos ou profissionais de saúde.

Há quatro vacinas com testes de fase 3 em andamento no País: o modelo desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford, a da chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a das americanas Pfizer e BioNTech, além da vacina da Janssen-Cilag.

EXTERIOR

Sobre a possível facilitação de aprovação de vacinas já liberadas emergencialmente por órgãos reguladores no exterior, a Anvisa afirmou que não há previsão de que isso ocorra. Segundo a agência, cada país tem suas peculiaridades que devem ser observadas na avaliação dos imunizantes. Parte dos dados, bem como compromissos e planos de monitoramento que precisam compor o pedido de uso emergencial se referem exclusivamente a realidades nacionais e, por isso, a importância da análise da vacina a ser usada no Brasil, vir a ser realizada pela Anvisa. ""Acompanhando o cenário mundial, é possível perceber que nenhuma autoridade reguladora, até o momento, concedeu autorização de uso emergencial de forma automática, baseada na avaliação de um outro país", afirmou a nota da agência.