09 de julho de 2026
Nacional

'Eu não vou tomar vacina e ponto final, problema meu'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O presidente Jair Bolsonaro, que já contraiu o novo coronavírus neste ano, repetiu que não vai tomar vacina contra o coronavírus, mas que dará sinal verde à compra e aplicação de todos os imunizantes que forem autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Nesse pacote está, inclusive, a CoronaVac, a vacina que entrou no meio de uma disputa entre o presidente e o governador paulista, João Doria (PSDB), seu rival político, que anunciou importação, fabricação e até data de imunização de forma independente do governo federal.

"Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu", disse o presidente em entrevista ao apresentador José Luiz Datena do  Brasil Urgente, da Band, nesta terça-feira (15).

Bolsonaro afirmou que vai liberar R$ 20 bilhões para a compra dos imunizantes e que a vacinação não deve ser obrigatória. "É universal, à disposição de quem quiser. Mas tem que ter responsabilidade. O fabricante fala que não é responsável por efeito colateral nenhum", disse. 

A previsão de um termo de consentimento para a aplicação da vacina contra a Covid-19 constará no relatório da Medida Provisória que autoriza o ingresso do Brasil no programa internacional Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que será votado nesta quinta-feira pelo Congresso Nacional.

CEAGESP

O presidente Jair Bolsonaro esteve em São Paulo para uma visita técnica à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), onde disse que não há espaço para privatização da companhia.

 A declaração foi dada durante uma visita a empresa, na zona oeste da capital paulista, para a reinauguração da Torre do Relógio, um monumento reformado por comerciantes e que foi pintado de verde e amarelo."Aqui, quando se fala de privatização, quero deixar bem claro. Enquanto eu for presidente da República, essa é casa de vocês", afirmou o presidente.A Ceagesp foi criada em 1969, pelo governo do estado de São Paulo, mas passou a ser controlada pelo governo federal a partir de 1997, e atualmente está vinculada ao Ministério da Economia. Esta foi a primeira visita de um presidente da República ao galpão do Ceagesp.

Durante a visita, Bolsonaro destacou o trabalho do diretor-presidente do entreposto, Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, que assumiu o cargo no final de outubro. Araújo é coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo, e ex-comandante da Rota. "Não vim inaugurar nada aqui, vim fazer uma visita técnica, conversar com o novo presidente, que deu uma nova dinâmica a esse entreposto. Tudo que passa pela nossa mesa passa por aqui", afirmou Bolsonaro. Bolsonaro lembrou que, entre outras iniciativas, o novo diretor-presidente acabou com a obrigatoriedade de pagamento de R$ 60 por mês para cada um dos 4 mil carregadores guardarem seus carrinhos.