10 de julho de 2026
Nacional

OCDE sugere ao Brasil juntar FGTS e seguro-desemprego

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A combinação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego num benefício universal de proteção social ajudaria a reduzir a desigualdade no país. A avaliação é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo das economias mais industrializadas do planeta, que divulgou ontem (16) relatório sobre o Brasil.

No documento, a entidade também sugeriu o reajuste do Bolsa Família, afirmando que os valores pagos pelo programa social recuaram 22% em termos reais (descontada a inflação) nos últimos 15 anos. A OCDE, grupo ao qual o Brasil está em processo de adesão desde 2017, pediu ainda empenho para a redução do desmatamento.

Em relação ao FGTS e ao seguro-desemprego, a OCDE informou que a fusão dos benefícios num programa de renda mínima universalizaria o sistema de proteção social no país. Na visão da OCDE, os programas sociais no Brasil são limitados aos extremamente pobres, no caso do Bolsa Família, e aos trabalhadores com carteira assinada, que têm direito a FGTS, abono salarial e seguro-desemprego. Uma imensa massa de trabalhadores informais fica sem qualquer rede de proteção.

"Os dois esquemas [FGTS e seguro-desemprego] poderiam ser combinados para economizar recursos e reduzir as contribuições e poderiam servir como um mecanismo de recarga individual para uma rede de segurança social universal, de base familiar, em que os benefícios não estão condicionados ao emprego formal", informou o relatório.