11 de julho de 2026
Nacional

Após provocação, governo barra 13o do Bolsa Família

Estadão Conteúdo
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Brasília - Após o presidente Jair Bolsonaro jogar no colo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a cobrança pela ausência de 13.º do Bolsa Família em 2020, o próprio governo precisou convocar uma tropa de choque para impedir o que a fala do chefe do Palácio do Planalto havia provocado: uma votação relâmpago para instituir o abono natalino e obrigar a equipe econômica a abrir o cofre.

Antes do horário marcado para a votação na Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu a jornalistas que o governo não encaminhou proposta de pagamento do 13.º aos beneficiários do programa em 2020 para não cometer um crime de responsabilidade. "Sou obrigado, contra minha vontade, a recomendar que não pode ser dado o 13.º do Bolsa Família", disse Guedes em coletiva virtual para apresentar um balanço de fim de ano. "É lamentável, mas precisa escolher entre um crime de responsabilidade (13.º) e a lei."

Rodrigo Maia rebateu a acusação. Segundo ele, a MP não foi votada porque o próprio governo não queria que o texto fosse aprovado.