08 de julho de 2026
Esportes

Corinthians feminino faz 8ª final seguida com intensidade e rotação


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Desde 2018, não existe torneio feminino de futebol com a participação de um clube brasileiro sem a presença do Corinthians na final. Também será assim neste domingo (20), quando o time visitará a Ferroviária, na Fonte Luminosa, às 11h, para o segundo duelo da decisão do Campeonato Paulista. Um desempenho que coloca a equipe entre as maiores da história da modalidade no País. E que tem o estilo ofensivo e a intensidade com algumas das suas marcas.

Atual campeão estadual, o Corinthians chega à final em vantagem após vencer o primeiro confronto, em Barueri, por 3 a 1, na sua terceira final seguida do Paulistão. Também foi campeão brasileiro recentemente, uma conquista que já havia ocorrido em 2018 - o time perdeu as decisões de 2017 e 2019. E no ano passado venceu a Libertadores. Nesse período, o time teve uma incrível série invicta de 49 jogos, encerrada no fim de fevereiro.

Desde 2016 à frente do Corinthians, Arthur Elias comandará, em Araraquara, o time em sua décima final, sendo a oitava consecutiva, em busca do sétimo título. O adversário, a Ferroviária, também tem no banco de reservas uma referência da modalidade, Tatiele Silveira, primeira treinadora a ser campeã nacional, em 2019.

Há outros casos de domínio do futebol feminino no País, com o do Radar, que por 8 vezes consecutivas venceu a Taça Brasil na década de 1980, do Santos, que ganhou duas Copas do Brasil e duas Libertadores no fim da década passada, ou mesmo o São José, três vezes campeão da Libertadores no início da atual década. A diferença, porém, é que o predomínio corintiano se dá no período de maior visibilidade do futebol feminino no País, o que trouxe investimentos e clubes de camisa para a modalidade, como São Paulo e Palmeiras, se juntando a equipes mais tradicionais, com a Ferroviária, o Santos e o Kindermann. "Havia diferença de investimento muito grande, com poucas equipes brigando de igual para igual. Hoje é um cenário de investimento de clubes de camisa e tradição, com atletas muito qualificadas. A dificuldade é maior, estamos em alerta e trabalhamos para merecer as conquistas", avalia Arthur.

O sucesso esportivo tem demandado esforço extra do Corinthians. De 16 de novembro até este domingo, o time terá disputado nove jogos consecutivos de mata-mata. E só agora, para a decisão, conseguiu ter uma semana cheia de preparação.

Até por isso, tem sido comum ver Arthur rodar bastante o elenco, mesmo nesses jogos decisivos, a ponto de a atleta que mais vezes atuou nesta temporada, Gabi Portilho, ter sido mais acionada para sair do banco de reservas - 19 jogos - do que como titular - 11 partidas. Um trabalho que torna esse Corinthians, na opinião do treinador, o melhor que ele já dirigiu.

Os números podem referendar esse desempenho. Afinal, o time marcou 93 gols em 31 jogos na temporada, uma média de 3 por compromisso, com 18 sofridos. Só perdeu duas vezes, com 27 vitórias e três empates. E tem a artilharia bem dividida: são 12 gols de Gabi Nunes e Victoria Albuquerque, cada, e 11 de Crivelari. "Rodamos ainda mais o elenco, com todas as atletas se saindo bem. Os conceitos evoluíram, a goleira jogando mais alta, assim como a marcação. Temos maior variação quando estamos com a bola, uma leitura melhor das atletas nas ações defensivas e ofensivas", disse o treinador, que na finalíssima do Brasileirão teve três baixas de última hora, incluindo Andressinha, por causa do coronavírus, mas ainda assim faturou o título.

"Um time de futebol é como a igreja Sagrada Família em Barcelona, sempre em construção. É um desafio fazer com que a equipe não seja previsível. E que as jogadoras sigam motivadas", acrescentou.