O DAE encerrou neste sábado (19) o rodízio de abastecimento para as regiões atendidas pelo sistema ETA/Batalha, que teve início em setembro. Quando a estratégia foi adotada, o nível da Lagoa de Captação registrava 2,68 metros. Ontem, chegou a 3,17 metros, de forma estabilizada. De acordo com a autarquia, o sistema está operando com vazão máxima de produção - de 550 litros por segundo - e os setores afetados devem receber água de maneira contínua e simultânea.
O DAE ressalta que o rodízio foi necessário devido à persistente estiagem e ao atraso das chuvas comuns da época da primavera, impulsionado pelo La Niña. Inicialmente, a medida teve duração de 24 horas, alternando os bairros da região da Vila Falcão e Centro/Altos da Cidade. Em novembro, a cidade foi dividida em quatro partes e, enquanto uma era abastecida, outras três aguardavam três dias para voltar a receber água.
Mesmo com o cronograma do rodízio, houve uma "enxurrada" de reclamações de locais que deveriam receber o líquido, mas ficavam sem.
Com as chuvas, nas últimas semanas, a lagoa atingiu seu nível ideal. Porém, o DAE teve de aguardar a estabilização do sistema. A autarquia diz que vem trabalhando para que a reservação de água e abastecimento sejam ampliados. "Em 2019, dois poços foram entregues na região do Geisel e Jardim América, e, em 2020, o poço Santa Cândida", afirma, em nota.
Um reservatório com capacidade para armazenar 3,5 milhões de água está sendo construído na Vila Falcão e, em 2021, segundo o DAE, novo poço será perfurado na região da Praça Portugal. "Por fim, o Plano Diretor de Água apontou necessidade de execução de uma nova captação de água superficial que irá complementar a existente, na própria bacia do Batalha, na divisa do município de Avaí, com capacidade de produzir 350 litros por segundo (1.260 metros cúbicos por hora). A contratação desse projeto está em andamento para início do próximo exercício", declara.