10 de julho de 2026
Política

Prefeitura tenta conter seis erosões

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru tenta conter ao menos seis erosões na área urbana. A situação causa preocupação, pois o período chuvoso está apenas começando e segue até março de 2021. Das seis erosões monitoradas, três apresentam situação mais crítica e obrigam um investimento elevado para ter solução definitiva. Em alguns casos, medidas paliativas devem ocorrer pelo menos para evitar um aumento maior das crateras enquanto a fase de chuvas seguir.

Nesta terça-feira (22), o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, pretende fazer uma reunião com a Sear, Sagra e Defesa Civil para encontrar alternativas. A erosão mais complicada é a do Residencial Pinheirinho, na região da Vila Dutra. Algumas casas estão ameaçadas, e o custo para uma solução definitiva é de R$ 6 milhões. A situação já foi para a Justiça e pode gerar ônus ao município. "A prefeitura não tem esse valor para fazer a obra completa. Mas algo paliativo deve ser feito para evitar o avanço", afirma Sidnei.

Outra erosão que é tratada como prioridade é a da Bela Olinda, perto da lagoa. Se a cratera avançar mais, poderá ameaçar residências. Nesta, o custo para um reparo definitivo é estimado em R$ 700 mil, estima Sidnei Rodrigues. Por enquanto, alguma medida paliativa também deve ser feita. A outra erosão considerada crítica fica na marginal da Rodovia Marechal Rondon, perto do trevo da Eny.

A prefeitura e a concessionária Rodovias do Tietê devem atuar juntas, com o município fornecendo material e a concessionária entrando com a mão de obra, a partir da segunda quinzena do mês que vem.

MONITORAMENTO

Na rua São Sebastião, perto do Córrego Água da Grama, uma outra erosão é monitorada e deve passar por reparos.

Na mesma via, na passagem da linha férrea, também há uma erosão, que já vem sendo reparada. Por fim, a Secretaria de Obras atua na contenção de uma erosão no córrego Água do Sobrado, nas imediações da rua Fortunato Resta. A cratera já ameaça um imóvel comercial. De acordo com o secretário, o trabalho realizado tem caráter definitivo neste caso específico.

Fora desta relação de erosões que devem passar por contenção, há uma outra no final da rua Alves Seabra, na região do Núcleo Alto Alegre. O local é monitorado pela pasta, mas não deve ter obras, por enquanto. O secretário afirma que se for detectado algum aumento, a prefeitura terá que agir, mas até o momento esta erosão segue estável e não está ameaçando casas.