09 de julho de 2026
Articulistas

2020: Saudade daquilo que não vivemos

Rosana Poli
| Tempo de leitura: 2 min

O fim de ano chegou e a saudade que bate é aquela do que não fizemos... Dos projetos que não saíram do papel, dos almoços de domingo com a família (pais e avós), das reuniões com os amigos, dos abraços apertados...

Tudo ficou pelo caminho. Ficamos literalmente em casa fortalecendo nossa Fé, rezando pelos enfermos, chorando por aqueles que partiram e implorando à Deus para 'varrer do planeta o vírus do mal'.

Além de perdemos as rédeas de nossas próprias vidas para a Covid, perdemos também pessoas que tanto amávamos.

Com certeza 2020 entra para a história como o ano em que o mundo todo parou e acumulou uma verdadeira mistura de sentimentos: choro, medo, pânico, solidão, depressão, tristezas, incertezas e frustrações.

Médicos e profissionais da saúde exaustos. Cidades vazias. Cemitérios lotados de rico, pobre, velho, jovem, famosos e anônimos. Um vírus e milhões de sonhos cancelados. Um vírus e milhões de famílias destruídas.

Como diz o padre Fábio de Melo, 'o mundo ficou pesado'. 2020 nos fez amadurecer! Doeu, mas foi necessário porque hoje temos mais fé, nos tornamos mais humanizados, passamos a observar e viver a vida como se fosse nossa última chance. Agora, depois de tanta ansiedade, chegou a hora de erguer a cabeça, passar a régua, zerar tudo e torcer para que a tão polêmica vacina nos salve do vírus que, continua circulando lá fora.

A escritora brasileira Lya Luft postou nas redes sociais um texto bem verdadeiro, porém, triste… Disse: 'Estamos todos na fila… A cada minuto alguém deixa esse mundo pra tráz. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente. E não dá pra sair da fila! Então, faça valer a pena cada minuto da sua vida. Ame, sem querer receber nada em troca!'

E lá na frente a gente vai olhar para trás e perceber que tudo o que aconteceu teve um propósito maior. Lá na frente, vamos ter a certeza de que nunca estivemos sós…

Que até no silêncio Deus estava ouvindo nossas preces. Lá na frente vamos continuar sentindo saudade daqueles que se foram, sim… Mas essa saudade não será de dor (como a que sinto agora pelo meu Pai, por exemplo), mas de Amor!

Eis então a nossa tarefa para 2021: agradecer por termos chegado até aqui e acreditar que dias melhores virão com sorrisos 'sem máscaras'!

Um ano abençoado para todos!

A autora é jornalista, mestre em comunicação midiática pela Unesp Bauru