09 de julho de 2026
Internacional

Hackers russos roubaram dados de clientes Microsoft, diz jornal


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Washington - Hackers ligados ao governo da Rússia conseguiram ter acesso a informações de clientes da Microsoft e roubaram e-mails de mais de uma empresa do setor privado, segundo fontes relataram ao jornal The Washington Post. Analistas de segurança disseram que a confirmação da extensão do ataque é um dado preocupante na campanha de espionagem cibernética em andamento em Moscou visando várias agências dos EUA e redes de computadores corporativas.

As invasões teriam ocorrido por meio de um parceiro corporativo da Microsoft que lida com serviços de acesso à nuvem, disseram ao Post fontes a par do assunto. Eles não identificaram o parceiro ou a empresa que teve e-mails roubados.

A informação vem à tona dias depois de o presidente da Microsoft, Brad Smith, dizer que a empresa não viu nenhum cliente violado por meio de seus serviços, incluindo a alardeada plataforma de nuvem Azure usada por governos, grandes corporações e universidades em todo o mundo.

A revelação levantou preocupações entre analistas de segurança sobre a extensão da invasão dos hackers russos e quais dados podem ter sido obtidos.

"Se for verdade que os dados de um provedor de serviços em nuvem foram invadidos e estão nas mãos de algum ator ameaçador, essa é uma situação muito séria", disse John Reed Stark, que dirige uma empresa de consultoria e é ex-chefe do escritório de cibersegurança do Departamento de Justiça dos EUA. "Deve gerar todos os tipos de alertas dentro desse provedor de nuvem que podem desencadear uma litania de requisitos de notificação e divulgação tanto nacionais quanto internacionais."

SISTEMA

A invasão teria começado nos sistemas da SolarWinds, empresa com sede em Austin, no Texas, que vende suas tecnologias para entidades sensíveis do governo americano.

A investigação agora se tornou a principal prioridade para o general Paul Nakasone, que chefia a Agência de Segurança Nacional e o Comando Cibernético dos EUA.

Descobrir a extensão das violações e os responsáveis por ela tem sido difícil porque nem a NSA, o Departamento de Segurança Interna, ou o FBI têm autoridade legal ou jurisdicional para saber onde estão todos os afetados pela invasão.