09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cartões de Natal

Professor Carlos Alberto Alves Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Os cartões de Natal, hoje quase extintos, têm sua história. O primeiro surgiu na Inglaterra, em 1845, quando Sir Henry Cole, diretor do Museu Britânico, percebeu que não teria tempo para escrever à mão felicitações natalinas para todos os seus conhecidos. Estava criado o Cartão de Natal...

Era um meio de comunicar-se de perto ou de longínquas distâncias. Foi um rastilho de pólvora entre as pessoas que destinavam mensagens natalinas aos parentes, amigos e, muitas vezes, os cartões teriam que cruzar os mares, para que a sua mensagem natalina chegassem ao seu destino.

A indústria prosperou, haviam verdadeiras obras de arte, com encartes de músicas natalinas, clássicas e, muitas vezes, quando abria-se o cartão surgiam figuras da família sagrada, dos reis magos, sendo um mais bonito que o outro. E era costume você recebia o cartão, tinha que responder com um outro igual ou mais bonito ainda... E colocava-se na árvore natalina todos os cartões floridos, e enfeitavam ainda mais a bela árvore de natal.

As pessoas escolhiam os cartões, escreviam mensagens lindas, colocavam no envelope e encaminhavam-se aos Correios para despachar aquele mimo de carinho para o amigo, namorado, muitas vezes em locais distantes, mas era um hábito, um ritual que ano a ano se repetia.

Hoje, com a tecnologia presente, toda a beleza que brotava do coração se perdeu no mundo da internet, ficando uma coisa fria, sem aquele carinho que havia com o amor presente, na escolha, nas palavras, do Cartão de Natal.

A modernidade existe, e tem que existir, mas o "antigo", o "belo" a criatividade, como por exemplo, minha Mãe Celina, fazia os seus próprios cartões, desenhando, pintando, em papel vegetal, e eram verdadeiras obras de arte, feitas com o amor que dela brotava. E fazia questão de ser inovadora... "esse cartão não existe mais"...

Aproveitando o ensejo, gostaríamos de desejar um Próspero Ano Novo a todos parentes, amigos, amigas, à equipe do JC, que nos atende prontamente, na publicação na Coluna do Leitor, muita saúde, paz, harmonia e que as bençãos do Menino Jesus, recaiam sobre todos...