"Mãe, Papai Noel não existe, né?", perguntou Vicente, em 24/12/2020.
Pensei...
"Da forma como nos contam, tal como uma lenda, não", respondi.
Ele continuou me olhando.
"Dia 25/12 comemoramos o aniversário de Jesus, filho de Deus, um homem que era muito bom, amava as pessoas e só fazia o bem. Ajudava as pessoas", continuei.
Pensei em dizer que, apesar de puro e bem intencionado, Jesus foi injustamente julgado. Porém, achei precoce e inoportuna a explanação.
"Então, Papai Noel é exemplo do amor de Cristo. Alguém que dá alimento a outra pessoa, que presenteia uma criança carente com roupa, que ajuda o próximo, está sendo Papai Noel", esmiucei.
Vicente, atento, pergunta: "São os pais que compram os presentes, então?"
"Sim. Mas, guarde isso pra você: nunca tire o sonho de ninguém. Não temos esse direito. Sendo assim, te peço pra não contar à irmãzinha Cecilia, que acredita em Papai Noel. Ela, no momento dela, perceberá que Papai Noel, na forma de lenda, não existe", eu disse.
Ele anuiu com a cabeça.
"Mãe?"
"Sim..."
"No próximo Natal, quando você for comprar presentes, posso ir com você para escolher um presente para Cecilia?", pediu meu filhinho de 8 anos.
Sorri e, sentindo-me feliz, concordei.