Curitiba - Uma equipe do 5º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 5) deve iniciar nesta quarta-feira, 30, as investigações sobre o acidente com o avião monomotor Cessna 177B ocorrido no início da manhã desta terça-feira, no Rio Macaco, na divisa entre Roncador e Mato Rico, na comunidade rural de Bela Vista, no Paraná, que matou quatro pessoas da mesma família. A principal suspeita é que as fortes chuvas na região tenham provocado o acidente.
O empresário Valdecy Cruzeiro, que pilotava o avião, a esposa Luciana Brito Cruzeiro e as filhas Beatriz Brito Cruzeiro, 23 anos e Júlia Brito Cruzeiro, 18 anos, todos moradores de Goioerê, morreram no local. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Guarapuava.
Segundo o coordenador do Seripa 5, Tenente-Coronel Carlos Henrique Baldin, uma equipe partiu de Porto Alegre em direção a Roncador. "Vamos iniciar uma fase técnica, preliminar, com coleta de dados, levantamento de informações para descobrirmos quais foram as causas do acidente", comentou.
O empresário era dono da loja Materiais Cruzeiro, de materiais de construções. A família viajava em direção a Guaratuba, no litoral paranaense, onde passariam as festas de fim de ano. Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião estava em situação normal para voos.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal de Roncador, Sidnei Augusto, o local é de difícil acesso (até as 16 horas ainda havia uma equipe atuando na região) e houve muitas dificuldades para o resgate das vítimas.
Conforme o relato de testemunhas à imprensa local, o avião chegou a ficar partido com parte dele no mato e outra no leito do rio. Antes de o avião decolar, uma das filhas postou uma foto com parte da família e um cachorro, que também morreu, dentro da aeronave.