Os protestos que serão realizados em Bauru e em diversas outras cidades do Estado, incluindo na região (clique e veja mais), por conta do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estão mantidos.
A mudança polêmica integra o megapacote de ajuste fiscal proposto pelo governo do Estado e aprovado pela Assembleia Legislativa em outubro de 2020.
Na noite desta quarta-feira (6), o governador João Doria chegou a determinar a suspensão das mudanças no ICMS para alimentos e medicamentos genéricos (veja mais), contudo, os protestos de hoje não serão suspensos.
"A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) acredita que, agora sim, o governo está no caminho certo. Mas, apesar do anúncio do fim do aumento no ICMS de insumos agrícolas, a Faesp informa que o tratoraço organizado para quinta-feira, dia 7, está mantido. O governo do Estado atendeu parte das propostas do agronegócio, mas outros pleitos importantes ficaram de fora: energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros, esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas", apontou, no fim da noite, a Faesp, em nota.
Por volta das 23h40, o Sindicato Rural de Bauru também confirmou ao JC que o ato no município será realizado,
TRAJETO DO ATO
Em menos de uma semana de organização, o movimento contra a alta do ICMS ganhou forte adesão dos produtores rurais em todo o Estado, que irão realizar protestos hoje. Em Bauru, será feita uma carreata, com concentração a partir das 9h na sede do Sindicato Rural de Bauru, que fica no Recinto Mello Moraes, no Jardim Ferraz.
A saída está prevista para as 10h, com trajeto que seguirá pelas avenidas Comendador José da Silva Martha, Nossa Senhora de Fátima e Getúlio Vargas, passando também pelas ruas Gustavo Maciel, Joaquim da Silva Marta e Rio Branco, com retorno pela Comendador Martha até o sindicato. Na região, também há confirmação de protestos em municípios como Arealva, Iacanga, Jaú, Lençóis Paulista, Macatuba e Pederneiras.
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Região também fará ‘tratoraço’ contra aumento de ICMS e, também, ICMS: cancelados cortes de ajuste fiscal