09 de julho de 2026
Geral

Para evitar a sobrecarga hospitalar, alerta com pragas deve ser redobrado

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Neste verão, a população e as autoridades devem, mais do que nunca, redobrar a atenção contra a proliferação de pragas urbanas, como ratos, baratas, aranhas, escorpiões, cupins, formigas, morcegos, moscas, mosquitos, entre outros. Considerando a pandemia, a Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag) ressalta que o alerta é necessário para evitar novas doenças e uma possível lotação nos hospitais, que já estão sobrecarregados com o atendimento de infectados pela Covid-19. Em Bauru, nesta estação, a procura por dedetização chega a dobrar (leia mais abaixo).

O controle das pragas é uma questão de saúde pública e essencial para evitar enfermidades, como dengue, zika vírus, chikungunya, febre amarela, leishmaniose, leptospirose, entre outras.

De acordo com a Aprag, o fato de já enfrentarmos um aumento na ocupação de leitos hospitalares por pacientes com coronavírus - conforme foi publicado na edição do JC da última quinta-feira (7) - reforça a necessidade de "uma postura mais responsável com as pragas comuns deste período do ano".

Porém, essas espécies possuem um alto índice de resistência e adaptação sobre os mais diversos meios, o que dificulta seu extermínio, ainda mais na área urbana, que proporciona condições ideais para a procriação de muitas delas, como umidade, alimentação e ambientes baldios.

30 ANOS DE 'SUFOCO'

É o caso, por exemplo, dos arredores de cemitérios, locais onde há um histórico de grande incidência de pragas. A pedagoga Marta Azarias, de 49 anos, é vizinha do Cemitério do Jardim Redentor, moradora da quadra 1 da rua São Lázaro, no Jardim Redentor, em Bauru, e conta que vive nesse "sufoco" há 30 anos.

"Aqui em casa, já vimos cobra-cega, sapo, gambá, rato, de tudo. Mas, todos os dias, temos que matar escorpiões de vários tamanhos, muitas baratas e pernilongos. Fico preocupada porque aqui moram uma idosa de 83 anos e uma criança. É difícil viver assim", relata a pedagoga.

Marta conta ainda que os sete familiares que moram no local já sabem que, antes de utilizar camas, sofás e cadeiras, é preciso fazer uma 'vistoria', pois encontram animais peçonhentos nesses móveis com frequência. Também costumam bater vestimentas, calçados e cobertores, principalmente depois que a filha foi picada por um escorpião que estava na roupa que ela vestia.