08 de julho de 2026
Geral

Luz de eletrônicos causa danos à pele e é necessário se proteger até em casa

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Muito se fala - e com razão - dos cuidados com a pele sob a exposição na luz solar durante o verão. Mas, em tempos de confinamento devido à pandemia, é preciso chamar atenção também para as ameaças que incidem sobre os tecidos cutâneos em ambientes fechados. Os dermatologistas são taxativos: todos deveriam usar protetor solar até mesmo dentro de casa, pois as luzes das lâmpadas, LEDs, TVs, notebooks e celulares também pode causar manchas e envelhecimento precoce da pele.

Estes aparelhos lançam a chamada luz visível, conceito que abrange toda iluminação que podemos ver a olho nu. E, segundo o dermatologista Guilherme Valério, de Bauru, o isolamento deixou as pessoas mais expostas à claridade danosa irradiada pelos eletrônicos.

"Diariamente, mesmo dentro de casa, é preciso proteger a pele. A luz visível (azul) tem baixa probabilidade de resultar em câncer de pele, porque a doença é causada por índice alto de exposição da radiação solar. Mas, este tipo de iluminação resulta em manchas e no envelhecimento cutâneo precoce", diz o médico do Grupo São Francisco/Sistema Hapvida.

E, além da luz visível, ambientes da casa e do trabalho também oferecem outros riscos à saúde da pele. Janelas e vidraças não são capazes de filtrar a radiação ultravioleta A (UVA), cuja ação nos tecidos é mais profunda e também está associada ao câncer.

MAIS EFICIENTES

O dermatologista ainda explica que não é qualquer tipo de protetor que "blinda" a pele contra a luz azul. Segundo ele, as fórmulas tradicionais são feitas para bloquear a radiação do sol, mas não preservam a pele contra a luz visível. "Os mais modernos trazem as duas opções. Os mais eficientes são os protetores de barreiras físicas, porque formam películas na pele. São fáceis de encontrar", acrescenta.

Guilherme Valério também dá dicas para quem quer reforçar a proteção, ingerindo fórmulas. "Vitamina C, luteína, picnogenol, zeaxantina polypodium e leucotomos são alguns dos suplementos. Mas o consumo não dispensa o uso do protetor solar", finaliza.