10 de julho de 2026
Nacional

'Perdeu para a concorrência, lamento', diz presidente Bolsonaro sobre a Ford

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (12) a apoiadores que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil. "Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?", perguntou o presidente.

E ele mesmo respondeu na sequência: "Não. Perdeu para a concorrência, lamento."

Depois de mais de 100 anos produzindo no Brasil, a Ford anunciou na segunda-feira o encerramento de sua produção de veículos no País. O anúncio da saída do País da Ford acabou colocando em debate a concessão de bilhões de incentivos tributários para a indústria automobilística.

INCENTIVOS

Dados do Ministério da Economia apontam que os incentivos tributários para os fabricantes de automóveis atingiram R$ 43,7 bilhões entre 2010 e 2020. Até 2017, os incentivos contabilizados -R$ 25,24 bilhões - correspondem à base efetiva apurada. Nos três anos seguintes - 2018, 2019 e 2020 - os dados são projeções.

O levantamento leva em consideração os incentivos para todas as empresas do setor, já que os dados individuais são sigilosos. Além dos incentivos dos tributos federais, as empresas contam com benefícios dados pelos Estados, que não entraram na conta do Ministério da Economia.

Bolsonaro afirmou que a saída da empresa ocorreu porque a montadora "perdeu para a concorrência" e "em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha". "Assim é na vida e na nossa casa", completou o presidente, que disse ainda lamentar a decisão da montadora por causa de "cinco mil empregos perdidos."

CEF

O presidente esteve na cerimônia dos 160 anos da Caixa Econômica Federal no País. O presidente da CEF, Pedro Guimarães, afirmou nesta terça-feira (12) que o lucro do banco deverá ser recorde em 2020. Em evento de 160 anos da Caixa no Palácio do Planalto, Guimarães destacou a atuação do banco durante a pandemia da Covid-19.

"Na hora mais complexa, batemos recorde de crédito imobiliário", disse ele, em referência à crise do novo coronavírus.Guimarães ressaltou ainda a baixa taxa de inadimplência. "Nesse ano a gente vai ter a menor taxa de inadimplência dos 160 anos", afirmou.