Botucatu - Por meio de movimentação coordenada pelo Parque Tecnológico Botucatu, será apresentado até o dia 10 de fevereiro projeto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo para que o Arranjo Produtivo Local (APL) de Biotecnologia de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) seja oficialmente reconhecido e se torne o primeiro Cluster de Biotech paulista.
Nesta semana, o Parque Tecnológico Botucatu promoveu encontro online com representantes das empresas e instituições que compõem o Cluster. A partir dessa iniciativa, serão coletadas e organizadas informações necessárias para a elaboração do projeto, que descreverá o funcionamento do ecossistema de Biotech na região e características das empresas participantes.
Durante a reunião, Elvis Fusco, presidente da Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação (Asserti) e coordenador do APL de TI de Marília, fez uma apresentação sobre o que um APL/Cluster precisa ter para ser reconhecido. Ele destacou que um Cluster precisa ter uma política consolidada de cooperação para ser reconhecido como APL.
"Essa cooperação pode ser técnica, de mão-de-obra, econômica ou por meio do desenvolvimento de ações em conjunto. O objetivo do governo do estado ao fortalecer um APL é melhorar o desenvolvimento econômico da região", salientou. Ainda durante a sua fala, ele abordou programa estadual de fomento e apoio aos APLs. Ao final, os convidados puderam fazer perguntas.
OS CLUSTERS
EMPRESARIAIS
Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou Clusters Empresariais são concentrações de empresas que atuam em atividades similares ou relacionadas, que, sob uma estrutura de governança comum, mantém vínculos de articulação, interação, aprendizagem e cooperação entre si e com outras entidades públicas e privadas. O principal objetivo de um APL é dinamizar as estruturas empresariais, gerando renda e emprego.