11 de julho de 2026
Política

Candidato à Presidência da Câmara, Cap. Augusto aposta em voto secreto

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

O deputado federal Capitão Augusto (PL) deposita expectativas no voto secreto para tentar chegar à Presidência da Câmara dos Deputados, na eleição do dia 2 de fevereiro. "Correndo por fora" na disputa polarizada entre Arthur Lira (Progressistas) e Baleia Rossi (MDB), que estão focados na bancada partidária, o parlamentar busca votos da bancada temática e espera puxá-los de colegas vinculados com partidos, mas que mudem de ideia na hora do voto por se identificarem com as pautas dele.

Presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, Capitão Augusto diz que, hoje, conta com, ao menos, 70 votos desta e de outras frentes, como a Contra a Corrupção, a de Defesa da Vida e da Família, a Católica e a Evangélica.

"Eu sei que minha situação está mais para 'milagre'. Se o voto fosse aberto, eu nem sairia candidato, porque os parlamentares têm um certo compromisso com o partido", comenta. "Mas, acredito que haverá dissidência dos dois lados. Acabou de me ligar um deputado evangélico que disse que não pode declarar publicamente, mas que o voto dele é meu, porque ele confia no meu trabalho. A questão do voto secreto já trouxe inúmeras surpresas em votações na Câmara", completa.

Além disso, o parlamentar coloca expectativas em até 80 deputados que ainda não teriam definido ou declarado voto. "Acho que, quem desistir do Arthur, a tendência não é ir para o Baleia, e vice-versa. E eu vou apostar nisso para tentar o segundo turno", projeta.

PAUTAS

Entre as prioridades à frente de um possível comando da Câmara, Capitão Augusto diz que sua aposta será na pauta conservadora, de priorização da segurança pública, endurecimento da legislação penal, combate à corrupção, além da flexibilização do porte e posse de armas.

"O que me incomoda, hoje, é a falta de compromisso com a pauta do combate à corrupção e à criminalidade. Não vejo nada avançar no Congresso", exprime.