09 de julho de 2026
Geral

'Educação é prioridade': carreata pede retomada de aulas presenciais

Samantha Ciuffa
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo composto por pais de alunos reuniu-se, na manhã deste sábado (16), para participar da carreata nacional em prol do retorno presencial das aulas. Alguns representantes de escolas também estiveram presentes. A movimentação resultou em cerca de 60 carros e um caminhão que rodaram algumas ruas da cidade. O objetivo foi mobilizar autoridades locais.

Acompanhados de viaturas da Polícia Militar, os veículos percorreram a avenida Getúlio Vargas, passando pela rua Gustavo Maciel e voltando pela Antônio Alves até o ponto de partida. O trajeto foi tranquilo e a manifestação foi pacífica, com mensagens e bexigas anexadas aos carros.

De acordo com Ana Flávia Barbagalo, 45 anos, uma das organizadoras do grupo Pais pela Educação Bauru, a expectativa é de que as escolas públicas e particulares retomem as atividades presenciais. "Nosso objetivo principal é que a Prefeitura de Bauru se adeque às medidas propostas pelo Estado. Queremos que a educação seja tratada como prioridade e um serviço essencial", afirma.

Ainda segundo Ana Flávia, as aulas online não têm mais o mesmo efeito. "As crianças estão esgotadas, estão desde março em casa. Queremos que as aulas voltem, mas respeitando todos os protocolos de segurança", diz.

DESAFIOS

Karina Giroldo, 43 anos, acredita que o maior desafio é para as mães que trabalham. "Muitas deixaram seus empregos para poder ficar com os filhos em casa", garante. Além disso, Karina Giroldo destaca os casos de pais que não podem deixar de trabalhar e acabam deixando os filhos sozinhos. "Os problemas emocionais causados nas crianças também é um ponto relevante que precisamos considerar", complementa.

Outra situação que vem acontecendo, de acordo com o engenheiro agrônomo e mantenedor de escola infantil Gustavo Quintanilha, 42 anos, é o impacto causado na educação desses alunos que estão fora da escola. "Pode levar anos até que eles recuperem esse tempo. É importante que a criança faça o exercício em casa, mas também é preciso socializar em um ambiente seguro e acolhedor", afirma Quintanilha.

"A escola possui muitos tipos de alvarás para que os alunos fiquem em segurança. O que está acontecendo também é que muitas crianças acabam ficando em casas de cuidadoras ou locais clandestinos", explica o engenheiro, que também garante que o objetivo não é voltar de forma irresponsável, muito menos colocar em risco a vida de profissionais, professores e alunos.