08 de julho de 2026
Nacional

Mercado financeiro atrai mais jovens

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

As carreiras ligadas ao mercado financeiro sempre ocuparam um lugar especial no imaginário de jovens em busca de profissões bem remuneradas. Contudo, a própria timidez do mercado de capitais brasileiro sempre atuou como uma barreira psicológica para muita gente, que via o mundo das finanças como algo restrito e exclusivo para as grandes fortunas.

Ultimamente, essa visão tem mudado com uma série de avanços tecnológicos e mudanças estruturais na economia brasileira. Por um lado, as plataformas abertas de investimentos contribuem para a democratização do mercado de capitais. Por outro, a queda da taxa básica de juros do País, que começou ainda em 2016, ampliou o interesse em classes de ativos fora de renda fixa, dando mais dinamismo ao mercado.

Com o assunto entrando cada vez mais nas redes sociais e começando a fazer parte das rodas de conversas entre amigos e famílias de classe média, é natural que o interesse não fique restrito apenas aos investimentos pessoais. Diante do quadro atual, uma quantidade cada vez maior de pessoas começa a olhar o mercado como oportunidade para seguir carreira, seja o jovem que acabou de ingressar na faculdade ou aquele profissional em busca de novas áreas.

Enquanto alguns tentam a sorte como day trader, operando de casa em busca de ganhos rápidos, outros pensam com foco no longo prazo e planejam seguir carreira em uma grande instituição financeira. De acordo com o guia salarial para 2021 da Robert Half - empresa de recrutamento executivo -, a remuneração média de um analista no começo de carreira é de R$ 13,85 mil mensais. Enquanto um profissional mais experiente pode chegar a ganhar em torno de R$ 27,75 mil, o salário de um diretor de análise pode variar entre R$ 26,15 mil e R$ 46,8 mil.

Além de analista e day trader, outros profissionais da área são assessor de investimentos e broker, além de gestor e investment banker. O assessor de investimentos, por exemplo, é o profissional que atua como agente autônomo (AAI) ligado às corretoras. Na XP, maior corretora do País, estão 77% dos assessores do mercado, segundo a consultoria AAWZ.

Segundo Bianca Juliano, responsável pela escola de MBAs da XP, a empresa repassa mensalmente à sua rede de AAIs cerca de R$ 20 mil por assessor, por meio das comissões.

Mas para exercer a função é necessário ter uma veia empreendedora e gostar de se relacionar, aponta ela. "É um trabalho que também envolve educação financeira, uma vez que o assessor acaba sendo uma espécie de professor para o investidor iniciante, apresentando o mercado e explicando diferentes estratégias de alocação."