11 de julho de 2026
Nacional

São Paulo faz novo pedido de 4,8 milhões de doses da CoronaVac

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Instituto Butantan, responsável pela vacina CoronaVac junto com a farmacêutica chinesa Sinovac, encaminhou nesta segunda-feira (18) um novo pedido de uso emergencial da vacina para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dessa vez, o pedido solicitado é para 4,8 milhões de doses, informou o governador João Doria.

O pedido ocorre um dia após a Anvisa aprovar, por unanimidade, o pedido de uso emergencial para 6 milhões de doses da CoronaVac já prontas para aplicação. Dessas 6 milhões de doses, São Paulo encaminhou 4,6 milhões delas ao Ministério da Saúde (leia mais na página 16) e segurou 1,4 milhões de doses para a vacinação no estado paulista. Ontem, logo após a aprovação da Anvisa, SP  já deu início ao processo de vacinação. Somente ontem foram vacinadas 112 pessoas, incluindo a primeira brasileira a ser vacinada no país: a enfermeira Monica Calazans, da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que já participava dos testes da vacina no Brasil, mas que havia tomado placebo, uma substância inócua (leia mais abaixo).

Pelo acordo assinado com a Sinovac, o Instituto Butantan vai receber insumos para 46 milhões de doses da vacina até abril. 

Segundo o Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o pedido de autorização do uso emergencial do segundo lote abrangerá um número ainda maior de doses. "A primeira partida é de 4 milhões e 800 mil já em disponibilidade na medida em que for feita essa segunda autorização. Uma vez aprovado, daí a produção do Butantan será feita de acordo com essa autorização, isto é, não haverá a necessidade de todo o lote ser requisitado (o pedido emergencial), podendo chegar a uma produção adicional de 35 milhões de doses", explicou.

O Butantan tem capacidade para a produção de 1 milhão de doses da vacina por dia, segundo afirma Covas. Mas, para executar essa fabricação, o instituto depende de insumos feitos pela Sinovac.