08 de julho de 2026
Saúde

Gestantes menos protegidas

Constança Tatsch
| Tempo de leitura: 1 min

O Brasil começa a vacinar contra a Covid-19. E, embora as gestantes não estejam na fila, outras vacinas não podem ser deixadas de lado. De acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, menos de 50% das gestantes receberam as doses necessárias da tríplice bacteriana (contra difteria, tétano e coqueluche), hepatite B e influenza (gripe) ao longo de 2020.

"Grávidas e crianças não devem deixar de tomar as vacinas, que são muito importantes, por medo. Há doenças gravíssimas",  alerta o ginecologista Cássio Sartório. A hepatite B, por exemplo, é importante para o caso de eventuais cirurgias, como cesárea.

Foi o que fez a gerente de marketing Julia Ricci, de 31 anos, que vai ganhar um menininho em fevereiro. Ela descobriu que já estava vacinada contra rubéola e, depois, tomou as vacina contra a influenza, a tríplice bacteriana e hepatite B.

"O que o médico mandar, eu tomo. Prevenção é a palavra. É um ser humano crescendo na minha barriga, é muita responsabilidade. O médico me orientou, e toda minha família também foi vacinada, até meus pais", conta Julia, que também evita sair de casa por causa da pandemia. Ela só sai para caminhar de máscara e álcool na mão.