09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Chegada das vacinas aos Estados

Aléssio Canonice
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de muitas polêmicas e discussões em torno dessa ou daquela vacina, os Estados já estão abastecidos com certa quantia de doses da CoronaVac, aprovada pela Anvisa. Há de se ressaltar que o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, foi objetivo ao declarar que não se trata de uma vitória, mas sim de medida alternativa e eficaz para imunizar a população, tanto que, após vacinados o cidadão e a cidadã, os cuidados permanecem e o zelo em prol das prevenções se faz necessário.

Sabemos que a vacinação é praticamente obrigatória, de conformidade com a decisão das autoridades da Saúde, mas isto não significa que cada brasileiro, mesmo contra sua vontade, entregue seu braço às agulhas das autoridades sanitárias. É evidente que, na prática, as vacinas, no Brasil, são obrigatórias, condição imposta para quem está prestes a matricular seu filho em colégio público ou para quem deseja se inscrever em cursos públicos, além daqueles que desejam fazer parte do Bolsa Família.

As convicções pessoais devem ser respeitadas, entretanto, não significa que são absolutas. Acima de tudo estão os direitos humanos. Independente de quaisquer situações, a maioria optou pela primeira dose da vacina. E aqueles que estão na dúvida, vão acabam acompanhando a maioria, porque vão se dar conta de que o caminho mais eficaz é tomar a vacina, a forma de combater o coronavírus.

Da forma como as mortes vêm se sucedendo no País, já contabilizam mais de 211 mil vidas perdidas e mais de 8 milhões pessoas infectadas pelo coronavírus. Portanto, achamos que a melhor solução é partir para aplicação das primeiras doses da vacina, a melhor maneira de prevenir essa terrível doença. E mesmo com a aplicação das vacinas, há de se exigir e medidas que disciplinem a conduta das pessoas, evitando, entre outras coisa, aglomerações. Depois, vem a corrida à procura dos leitos hospitalares.

O importante é que vários Estados já começaram a vacinar a população após o Ministério da Saúde ter iniciado a distribuição do imunizante contra a Covid-19.

Em entrevista, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que não houve a preparação mais acentuada na entrega das doses porque os governadores quiseram antecipar o início da vacinação e foi necessário refazer a logística, o que não deixou de ser um transtorno num país continental como o Brasil.

Façamos votos para que a vacina tenha encontrado o caminho mais adequado e eficaz, no sentido de que os brasileiros se sintam mais seguros e tranquilos no dia a dia da sua existência, mas desde que todos os habitantes de cada Estado sejam contemplados com as aplicações num tempo mais breve possível.