10 de julho de 2026
Internacional

Senado americano analisa impeachment de Donald Trump a partir de 8 de fevereiro

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Os líderes dos partidos Democrata e Republicano no Senado chegaram a um acordo nesta sexta-feira (22) para adiar a segunda fase do processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump, dando ao recém-empossado Joe Biden tempo para completar seu gabinete e avançar com sua agenda legislativa.

A Câmara dos Deputados ainda planeja enviar a ação ao Senado na segunda à noite, como havia anunciado a presidente da Casa, Nancy Pelosi. Mas, segundo o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, haverá uma pausa até a semana de 8 de fevereiro, para dar tempo para que defesa e acusação se preparem.

"Durante esse período, o Senado vai continuar a trabalhar em outros assuntos para o povo americano, como as indicações ao gabinete e a proposta de auxílio para a Covid-19, que vai aliviar milhões de americanos que estão sofrendo nesta pandemia", afirmou.

O adiamento foi costurado entre os líderes dos dois partidos. O republicano Mitch McConnell defendia que o julgamento fosse adiado em ao menos uma semana, para que Trump tivesse condições de montar sua defesa. "Este impeachment começou com um processo mínimo e rapidez sem precedentes", disse. "A sequência não pode ser um processo insuficiente no Senado que negue ao ex-presidente um processo adequado."

Já os democratas buscavam uma forma de fazer com que a análise do impeachment não travasse a aprovação de medidas importantes para o início do governo de Joe Biden, como nomeações de alto escalão e um novo pacote de ajuda econômica. Biden tem procurado não se envolver publicamente no caso, mas disse mais cedo nesta sexta que era favorável ao adiamento para que o Senado pudesse confirmar seus indicados e discutir um novo plano de auxílio durante a emergência sanitária.

Com o envio da ação ao Senado, o andamento da ação contra o republicano será retomado. O processo foi aprovado em tempo recorde, no dia 13 de janeiro, na Câmara, mas o impedimento precisa ser confirmado pelo Senado. Na prática, Trump pode perder direitos políticos.