08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Para os tempos de guerra

Rafaela Rosa
| Tempo de leitura: 1 min

As raízes da dor que dilaceram nossas almas se espalham por todos os lugares da Terra. Existem dores que não doem apenas em nós, mas que são refletidas nos olhares e gestos daqueles que amamos. Os corações que nasceram com o objetivo de iluminar a terra estão nublados pela situação que nos colocou diante de tudo aquilo que é finito. A vida esfregou em nossas faces o quanto somos breves, temporários e passageiros. Mas foi a polaridade que teve a maior influência negativa que a humanidade já presenciou, fizeram com que o ódio, a raiva e as diferenças nos colocassem em posições diferentes, o mal sabe que separados somos mais fracos.

O momento de guerra requer mais do que força, ele exige a presença da resiliência, a solidariedade e empatia para que possamos enxugar as lágrimas daqueles que mais precisam. Somos aqueles que engolem o choro e seguem, mas precisamos de apoio para enterrar os que se foram.

O respeito é imprescindível, aquele que não respeita a dor do próximo apenas prova o quão infame é. Em tempos de guerra, temos que dar as mãos, fazer a parte que nos cabe e ajudar a criar pontes. Os muros que insistem em nos separar apenas reforçam que a fragilidade da desunião anuncia nosso fim.

Somos os soldados que ainda estão em pé, muitos estão na linha de frente, no campo de batalha vendo o sangue ser derramado. Já não há mais tempo para ignorar ou anular a dor que se espalha. É hora de deixarmos as diferenças de lado, dividir o pão e exercitar a união. Temos que nos unir, rezar, fazer a prece, orar e intencionar de forma genuína. A batalha só será vencida quando o egoísmo sair de cena.