08 de julho de 2026
Saúde

Pandemia: emocional no limite

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

A pandemia da Covid-19 não tem afetado apenas a saúde física das pessoas - provocando internações em UTIs e mortes - mas também impactado a saúde mental. De acordo com uma pesquisa feita pela Mercer Marsh, empresa de consultoria corporativa, havia cerca de 2,2 milhões de trabalhadores brasileiros que buscavam tratamento para saúde mental.

No entanto, durante a pandemia, este número saltou para 8,1 milhões. Isto mostra a necessidade de novas formas de aprender a lidar com o estresse e o cansaço mental gerado pela crise do coronavírus. De acordo com Dulce Pereira de Brito, coordenadora médica de Saúde Populacional do Hospital Einstein, já era esperada uma avalanche de transtornos relacionados à saúde mental durante e após a pandemia. "O contágio emocional (medo de pegar e das consequências da doença) é muito maior do que a transmissão do próprio vírus."

A médica explica que os impactos negativos da pandemia podem ser divididos em quatro ondas: a primeira, está relacionada ao adoecimento causado pelo coronavírus, o que deixou sequelas e mortes; a segunda, está ligada às pessoas que necessitam de atendimento de urgência que não seja de Covid-19, mas que não conseguem porque os hospitais estão lotados; a terceira, refere-se aos pacientes acometidos por doenças crônicas com tratamento interrompido por causa da pandemia; a quarta é o aumento de transtornos mentais.

As preocupações causadas pela pandemia causam sensação de sobrecarga e cansaço mental, podendo gerar também quadros de ansiedade e depressão. O psiquiatra Luiz Zoldan lista sinais de alerta: "É preciso ficar atento a mudanças de comportamento, como vontade de não falar com ninguém e irritabilidade fácil".