A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro apontou entre outras coisas que chegou ao fim os estímulos monetários, indicando que daqui para frente a taxa básica de juros pode subir. Nada muda até a próxima reunião do Comitê que será em março.
A taxa poderá atingir 3,50% ao ano
As projeções indicam que ao longo do ano o Banco Central promoverá reajustes na taxa, atingindo na virada do ano 3,5% ao ano. Seria um incremento de 75% sobre a taxa atual que está em 2% ao ano.
Inflação preocupa
Este é o motivo: alta dos preços. Isso foi realidade o ano passado e os primeiros números deste ano apontam para uma inflação ainda pressionada. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em janeiro. Caso este patamar repetisse todos os meses a inflação deste ano atingiria 9,77%, bem acima da meta de 3,75% fixada pelo próprio Banco Central. Aumentar a taxa de juros segura os preços de bens financiáveis e a inflação fica comportada.
Pnad Contínua: desemprego atinge 14,1%
O último dado divulgado pelo IBGE referente a Pnad Contínua - (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) aponta que a taxa de desemprego no Brasil atingiu 14,1% no trimestre fechado em novembro de 2020. Com isso são cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil. O número apresenta estabilidade se comparada ao patamar anterior (14,4%). Houve pequena melhora no nível de trabalhadores ocupados devido a flexibilização das atividades econômicas naquele período.
Novas restrições preocupam
Os índices do ano passado ainda apontarão melhoria no ambiente de trabalho. A Pnad precisa ainda contabilizar o mês de dezembro. Não obstante esta possibilidade, o que preocupa são os índices deste ano. Mesmo as estatísticas apontando que o fechou geral não resolve o problema da pandemia de Covid-19 os governadores insistem em limitar o funcionamento das atividades econômicas. Estas novas restrições podem interromper o ciclo positivo da economia.
FMI: economia brasileira poderá crescer 3,6%
Novas projeções do Fundo Monetário Internacional indicam que o Brasil poderá crescer 3,6% neste ano e 2,6% o ano que vem. Há três meses o Fundo projetava crescimento de 2,8% para este ano e 2,3% para o ano que vem. As expectativas econômicas mais favoráveis como a vacinação e por novas medidas de estímulo são as justificativas para esta melhora no cenário econômico nacional.
Governo precisa fazer sua parte
O governo Federal precisa agilizar a compra de insumos e dar velocidade na vacinação da população e ao mesmo tempo introduzir as pautas reformistas. Um governo e uma equipe econômica inertes não contribuirão para estas projeções sejam verdadeiras. O modelo de crescimento econômico baseado em consumo não tem mais espaço e é fundamental criar condições para que a economia brasileira se sustente ao longo tempo. Um Estado mais enxuto, menos gastador, que pratica o rigor fiscal transmite confiança e os investimentos produtivos são potencializados. Não podemos perder mais tempo.
Economia americana encolheu 3,5% em 2020
A pandemia afetou todos os mercados e mesmo a mais importante economia do mundo não passou ilesa: contração de 3,5% o ano passado. Foi o pior desempenho desde 1946. Lembrando que em 2019 a economia dos Estados Unidos cresceu 2,2%. A economia daquele País entrou em recessão em fevereiro de 2020. O último trimestre do ano passado já demonstra recuperação com crescimento de 4%. O pacote de estímulos econômicos na ordem de US$ 1,9 trilhão certamente dará maior velocidade nesta recuperação. Também o Banco Central americano decidiu não mexer na taxa de juros em sua última reunião que foi na última quarta-feira.
Mude já, mude para melhor!
O tempo passa e algumas pessoas não amadurecem. Comportam-se como se as pessoas não mudaram e não desenvolveram senso crítico. Velhas práticas, velhas crenças, um olhar único, a falta de diálogo, a cegueira ideológica, são alguns componentes que tornam o debate pobre. Estas pessoas pararam no tempo e continuam achando que atacar o mensageiro resolve o problema da mensagem. Não aprenderam nada com seus erros. Mas, como coloco aqui: sempre é tempo para mudar. Mude já, mude para melhor!