O mês de janeiro, que termina neste domingo, bateu o recorde de novos casos de Covid-19 em Bauru desde o início da pandemia. Do dia 1 até este sábado (30), 4.642 moradores da cidade tinham recebido diagnóstico positivo da doença, sendo que, destes, 55 morreram.
Até o ano passado, outubro era o mês que acumulava o maior número de novos casos da doença - foram 4.327 infectados confirmados. Já o recorde mensal de óbitos foi registrado em agosto, quando 67 bauruenses perderam a vida para o novo coronavírus. E o mês de janeiro de 2021 já é o terceiro com mais vítimas fatais da Covid-19. No Estado de São Paulo, o volume de infecções notificadas neste mês também é recorde.
O que reforça a preocupação das autoridades neste momento é que, diferentemente do que ocorreu no primeiro pico da pandemia, o avanço dos casos, agora, acontece com maior velocidade. Em apenas quatro semanas, entre o final de dezembro e fim de janeiro, a média de infectados diários quadruplicou em Bauru - aumentando de 48,7 casos por dia na semana de 21 a 27 de dezembro para 191 casos na semana de 18 a 24 de janeiro.
Já em 2020, a mesma progressão demorou 14 semanas para se consolidar, do momento em que a curva epidemiológica começou a ascender, com média de 56,6 casos diários na semana entre 15 e 21 de junho, até o pico de 168 casos por dia, registrado na semana entre 21 e 27 de setembro.
"O momento é, de fato, preocupante", afirma o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias, destacando que uma das principais estratégias da administração municipal para tentar frear a aceleração dos níveis de contaminação será a fiscalização, com ajuda da Polícia Militar, em relação a aglomerações em espaços públicos e festas clandestinas (onde há cobrança de ingresso ou comércio de bebidas alcoólicas). "Também reforçamos as equipes nas ruas para orientar os estabelecimentos", acrescenta.
TRIPÉ
Em consonância com outras autoridades de saúde, o secretário atribui a nova elevação da transmissão do novo coronavírus ao aumento da taxa de contato entre as pessoas, que aumentou muito em dezembro, especialmente durante as festas de fim de ano. Ele acredita, contudo, que a partir do tripé formado por fiscalização, vacinação e conscientização da população, os casos começarão a diminuir gradativamente.
"Os comerciantes, de uma forma geral, estão bastante conscientes sobre as medidas sanitárias e sobre a necessidade de orientar os clientes. E os moradores da cidade começaram a perder conhecidos, então, estão tendo maior entendimento de que a situação é grave. Isso, somado ao início da vacinação, deve levar à diminuição significativa do número de casos dentro de dois ou três meses", detalha Dias, salientando que a expectativa do município é conseguir imunizar metade do público-alvo até o mês de maio.