08 de julho de 2026
Internacional

Merkel acusada de 'minimizar' a pandemia

Sofia Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

Berlim - A chanceler alemã Angela Merkel foi acusada de minimizar a situação da Alemanha e de se envolver nos problemas envolvendo as vacinas na União Europeia (UE), resultando em poucos estoques de vacinas e procedimentos lentos de produção em todo o bloco. Em uma entrevista à emissora estatal ARD, Merkel insistiu que o País não está tão ruim quanto muitos dizem.

"Apesar de tudo, não acho que algo deu errado", disse Angela, embora ela tenha admitido que a "irrita" ter outros países com a vacinação mais avançada que a Alemanha, como Israel, Estados Unidos e Reino Unido.

VULNERÁVEIS

Segundo a chanceler, seu objetivo é que a Alemanha vacine os dez milhões de cidadãos mais vulneráveis no primeiro trimestre e repetiu sua expectativa de que todos os alemães terão sido imunizados até 21 de setembro, desde que obstáculos - como mutações ou problemas de abastecimento de vacinas - não prejudiquem isso. Na entrevista, Merkel pediu que a população "aguente um pouco mais".

Na publicação desta quarta-feira (3) o tabloide Bild criticou a postura de Merkel, comparando o drama da vacina a um "thriller criminoso" no qual várias pessoas, incluindo a presidente da Comissão Europeia e aliada de Merkel, Ursula von der Leyen, estariam "tentando encobrir seus rastros".

CULPA NO ATRASO

Ainda, o tabloide afirmou que Merkel tem culpa no atraso das vacinas na UE. O jornal TAZ também pressionou Merkel a assumir a culpa, apontando que ela estava no comando quando a Alemanha ocupou a presidência do bloco quando decisões cruciais sobre vacinas estavam sendo tomadas.

A Alemanha relatou 9.705 novos casos de coronavírus e 975 mortes nas últimas 24 horas. A contagem diária de casos continua a mostrar sinais de redução, mantendo-se abaixo de 10 mil casos pelo terceiro dia consecutivo. No entanto, a contagem de mortes ainda está alta.

PORTUGAL

Apesar do atual cenário no País, militares alemães enviaram médicos e enfermeiras, além de ventiladores e leitos hospitalares, para Portugal, onde um grave aumento de casos levou vários países europeus a oferecerem ajuda. "A missão é necessária porque se vive atualmente uma situação extremamente difícil em Portugal e porque temos de mostrar aqui, no quadro da solidariedade europeia, que os países só podem enfrentar estes grandes desafios em conjunto", disse o general militar Ulrich Baumgaertner.

Um avião de transporte militar com 26 médicos, enfermeiras e especialistas em saúde, bem como 40 ventiladores móveis e dez estacionários, partiu para Lisboa, relatou a Reuters. A equipe militar alemã pretende ficar três semanas.