08 de julho de 2026
Internacional

EUA e Rússia iniciaram diálogo

FolhaPress
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Washington  - Em seu primeiro grande discurso sobre política externa, o presidente Joe Biden fez uma fala forte contra a Rússia e a China, num equilíbrio calculado com a ideia de que os EUA vão retomar a diplomacia como centro de sua relação com outros países pelo mundo.

De dentro do Departamento de Estado, sede da chancelaria americana, Biden disse nesta quinta-feira (4) que os dias dos EUA se curvando para a Rússia acabaram, no seu mais duro rechaço público sobre as práticas do governo Putin até agora.

"Os dias em que os EUA se curvam para as ações agressivas da Rússia interferindo nas nossas eleições, fazendo ataques cibernéticos, envenenando cidadãos, esses dias acabaram", disse Biden.

CONVERSA

O democrata afirmou ainda que conversou com Putin nesta quarta-feira (3), e que ambos concordaram em estender um acordo sobre segurança e estabilidade nuclear por mais cinco anos. "Seremos mais efetivos ao lidar com a Rússia quando atuarmos em coalizão e cooperação", completou o líder americano.

Ontem, o  democrata anunciou diversas outras medidas práticas, como o fim do apoio militar dos EUA às ofensivas lideradas pela Arábia Saudita no Iêmen, além do congelamento da retirada dos soldados americanos da Alemanha, e fez um apelo para que os militares em Mianmar abram mão do poder e da violência, citando possíveis consequências caso a situação no país não se resolva em breve.

CHINA

Desde que chegou à Casa Branca, Biden tem sinalizado que vai manter -ou até reforçar- políticas assertivas de Trump em relação à China. No discurso desta quinta, o democrata mostrou que, apesar da retórica mais amena e do espaço para algum diálogo que não aparecia no governo republicano, Pequim segue sendo considerada uma ameaça.

Biden citou "a ambição da China como rival dos EUA" e a "determinação da Rússia em danificar e perturbar nossa democracia" ao falar dos desafios atuais de enfrentar a pandemia de coronavírus, as mudanças climáticas e fazer a defesa do regime democrático e dos direitos humanos.