08 de julho de 2026
Viver Bem

Mais proteção nos dias quentes

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

O verão de 2021 tem sido ainda mais desafiador, por causa da Covid-19. É justamente por conta da pandemia que o pediatra Nelson Douglas Ejzenbaum acredita na tendência de que os casos de viroses respiratórias nas crianças sejam menores. No entanto, isso só ocorrerá se os responsáveis mantiverem os protocolos de distanciamento social e uso de máscara, que protegem não só contra o coronavírus, como também de outros patógenos.

"Apesar de ser um ano atípico, devemos lembrar que a pior virose é a que dá diarreia. Então, é preciso ter cuidado com o que se come, garantir que o alimento seja de boa qualidade e esteja em um bom estado de conservação", diz Ejzenbaum.

Um dos grandes problemas do verão é que as altas temperaturas da estação aumentam o risco de desidratação, quadro que pode ser muito grave nas crianças. Os pais devem ficar atentos a sinais, como ausência de lágrimas e olhos fundos, boca seca e saliva ausente ou espessa, fontanela anterior (a famosa "moleira") deprimida nos bebês, pele mais seca e com menos elasticidade, e muitas horas sem urinar ou apresentar urina mais escura que o normal.

"A água é a melhor bebida para repor as perdas comuns no verão, pois repõe os nutrientes perdidos pelo suor, urina e eventuais vômitos ou diarreias. Caso ela não aceite água, deve-se preferir sucos naturais, à base de frutas, e água de coco", orienta a pneumologista pediátrica Brunna Santana.

Para quem tem piscina em casa, é importante atentar para o risco de insolação. Este quadro pode causar náuseas, tontura, dor de cabeça, vermelhidão na pele, vômitos, visão turva e desidratação. Para evitar, é importante não deixar a criança exposta ao sol 10h e 16h, além de usar protetor solar, roupa de manga comprida com fator de proteção e chapéu.