Em sua primeira participação na competição da Fifa, o Tigres, da província de Nuevo León, joga contra um longo histórico de fracassos. Os mexicanos estiveram a um passo da final nove vezes e perderam todas as partidas. O máximo que conseguiram foi ir até a prorrogação, em 2017, mas o Grêmio fez 1 a 0 no Pachuca no tempo extra.
Nas outras seis aparições, a caminhada foi interrompida ainda mais precocemente. O Pachuca, em 2007 e 2010, o Monterrey, em 2011 e 2013, o América, em 2015, e o Chivas, em 2018, pararam nas quartas de final, caindo diante de adversários como o Étoile du Sahel, da Tunísia, o Mazembe, da República Democrática do Congo, e o Kashiwa Reysol, do Japão.
"Não temos medo de ninguém", disse o técnico Tuca Ferretti, 66 anos, brasileiro que comanda o clube há dez anos. "Sabemos o que o Palmeiras representa. Merece nosso respeito, como o Ulsan também mereceu anteriormente, mas não temos que diminuir um lado para valorizar o outro. Não temos medo."
Na primeira edição do Mundial, há 21 anos, o time mexicano encarou o Vasco com a possibilidade de ir à decisão e foi derrotado por 2 a 1. São esses os dois únicos confrontos entre brasileiros e mexicanos no torneio. Quando ocorreram zebras, elas não saíram da América do Norte: foram os africanos que castigaram os brasileiros. Em 2010, o Mazembe, da República Democrática do Congo, derrotou o Internacional por 2 a 0 para avançar à decisão nos Emirados Árabes Unidos - e levar 3 a 0 da Inter de Milão. Em 2013, foi o Raja Casablanca, representante local no Marrocos, que derrubou o Atlético-MG com uma vitória por 3 a 1 - antes de perder por 2 a 0 para o Bayern no embate derradeiro.
Os títulos ainda são exclusividade de Europa e América do Sul, mas os asiáticos também chegaram à final em duas oportunidades, sempre derrubando sul-americanos.
Agora, mais uma vez, um representante do México tenta se colocar no caminho do esperado confronto entre europeus e sul-americanos. Está nos planos do Tigres completar a tarefa em que fracassaram, em múltiplas tentativas, Necaxa, América, Pachuca, Atlante, Monterrey, Cruz Azul e Chivas.