10 de julho de 2026
Internacional

Agricultores indianos bloqueiam rodovias


| Tempo de leitura: 2 min

Nova Déli - Milhares de agricultores indianos bloquearam por várias horas rodovias em todo o país neste sábado, dando continuidade a uma onda de protestos que pede a revogação de novas leis agrícolas, que obriga a venda da produção para empresas e eliminam o varejo.

Os manifestantes usaram tratores, caminhões e até pedras para bloquear as estradas. Também carregavam faixas e bandeiras dizendo que as leis deixarão os produtores mais pobres e à mercê de grandes corporações.

Autoridades do país enviaram milhares de agentes de segurança aos locais de protesto, principalmente fora da capital, onde os agricultores acampam por mais de dois meses. Os produtores dizem que não deixarão os acampamentos até que o governo revogue as leis.

SEM AVANÇOS

Várias rodadas de negociações entre agricultores e o governo indiano não produziram avanços. Autoridades defendem que as leis são necessárias para modernizar a agricultura indiana. Na sexta-feira, o ministro da Agricultura do país, Narendra Singh Tomar, defendeu as leis no Parlamento, reduzindo a expectativa de um acordo rápido. Até agora, ele não fez nova oferta para retomar as negociações com os agricultores.

INVASÃO

Os protestos se tornaram violentos e contínuos desde que em 26 de janeiro, Dia da República na Índia,  um grupo de fazendeiros em tratores desviou da rota de protesto e invadiu o Forte Vermelho, fortificação do século 17, ferindo centenas de policiais e fazendeiros e matando um manifestante. Líderes do movimento condenaram a ação.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu às autoridades e manifestantes, que sejam comedidos: "Os direitos de reunião e expressão pacíficas devem encontrar soluções equitativas com o devido respeito aos direitos humanos para todos".

Os protestos ganharam maior adesão, até fora da classe agrícola, após o Twitter bloquear dezenas de contas na Índia incluindo a de uma importante revista de notícias, a pedido do governo, que alegou que os usuários estavam postando conteúdo com o objetivo de incitar a violência, segundo a agência Reuters.