08 de julho de 2026
Geral

Equilíbrio era marca de Telma Gobbi

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Uma vida dedicada a cuidar das pessoas, mas não somente por conta de sua atuação na medicina. A preocupação e a disposição de ajudar quem lhe rodeava são marcas relatadas por todos que conviveram com Telma Gobbi - familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes. Vereadora por Bauru desde 2013, ela morreu ontem (11), aos 62 anos, após oito dias de internação.

Em janeiro, Telma recebeu o diagnóstico de linfoma e, na quarta-feira da semana passada, quando daria início ao tratamento, sofreu uma hemorragia intracraniana. Em estado grave, precisou de cuidados intensivos, mas não resistiu à falência múltipla dos órgãos. O velório teve início na noite de quinta, restrito a familiares.

Telma Regina da Cunha Gobbi Francischone era casada com o também médico Paulo Francischone. Deixa ainda o filho Rodrigo, estudante de medicina, e a mãe, Maria Antonia da Cunha Gobbi.

Filha de Cidionir Gobbi, a médica nasceu em Bauru e, em 1984, graduou-se pela Faculdade de Medicina de Vassouras, adquirindo o título de especialista em Endocrinologia pela Unesp em 1989.

Com mestrado pela Unesp e doutorado pela USP, foi diretora-presidente da Unimed Bauru de 2006 a 2009. Atualmente, exercia a função de coordenadora do Comitê Educativo.

FAMÍLIA

Descrita como por amigos como excelente anfitriã, Telma fazia questão, sempre que possível, de reunir a família e sentia grande prazer em receber parentes e amigos em sua casa.

A morte foi comunicada, ontem, por nota das famílias Gobbi e Francischone: "Um exemplo de vida, de coragem e lucidez. Uma combatente nata diante de suas convicções".

O sobrinho Carlos E. Francischone Jr. destacou a personalidade "agitada" que deixava a "preguiça" fora do vocabulário de Telma. "Tia Telma, para nós, seus 'sobrinhos queridos', como carinhosamente nos chamava, sempre será um ótimo exemplo a ser seguido, seu entusiasmo e alegria em querer viver foram sua marca registrada".

AMIGOS

Presidente da Associação Paulista de Médicos (APM - Bauru), Marcos Cabello disse que a amiga mostrou o significado da "dignidade". "Representou o melhor significado de 'ser médico'. Sempre com uma palavra forte e fraterna".

Também amigo, além de orientador de Telma em seu doutorado na USP, Alberto Consolaro declarou que um pedaço de seu coração ficou vazio. "Eu amo e admiro as pessoas boas! Pessoas boas são aquelas que fazem o bem e que são boas sem precisar mostrar ou convencer o outro de que são boas. Elas são interna e naturalmente boas, mas não se preocupam com isto! E se desconfiam que fizeram mal sem querer para alguém, fazem de tudo para reparar o erro! Simplesmente a Telma era assim!".

Presidente da Unimed Bauru, Emerson Luiz Cardia de Campos, em nome de todos os cooperados, diretores e colaboradores, prestou condolências à família de Telma. "Sempre foi um exemplo de pessoa, muito correta e justa em suas decisões e soube conduzir com maestria nossa cooperativa. Além disso, foi uma grande amiga e uma médica dedicada e talentosa".