09 de julho de 2026
Geral

Acib diz que Bauru pode perder até 1,5 mil empregos com fechamentos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação Comercial Industrial de Bauru (Acib) estima que a cidade pode perder até 1,5 mil empregos no somente no comércio, se o fechamento referente à fase vermelha do Plano São Paulo perdurar por muito tempo no município.

O dado é informado pelo presidente da entidade, o economista Reinaldo Cafeo, e considera a extinção de vagas no mercado formal a partir de fevereiro. Ele explica que o cenário negativo e de incertezas é fundamentado pelo comportamento do mercado desde o final do ano passado.

Segundo Cafeo, em dezembro, houve queda média nas vendas de 7% sobre novembro no varejo. E, no início de 2021, houve certa estagnação. Ainda assim, as empresas comerciais e de serviços operam com ociosidade e sem auxílio do governo para folha de salário.

"Teremos um ciclo de demissões que deve refletir a partir de fevereiro, se o fechamento de tudo perdurar por muito tempo. Podemos ter números parecidos com o saldo negativo na geração de emprego do mês de maio do ano passado, que foi de pouco menos que 1,5 mil empregos. Agora, se revertermos a medida e o comércio voltar a abrir, o impacto será menor", avalia Cafeo.

AUXÍLIO

Reinaldo Cafeo lembra ainda que, em 2020, o auxílio emergencial ajudou a puxar o consumo das famílias. Porém, como o benefício ainda não existe neste ano, o cenário é ruim. E, como exemplo, ele cita o saldo negativo da poupança em janeiro.

"Famílias estão usando reservas para aguentar o tranco", acrescenta o economista e presidente da Acib. Com matriz econômica no setor terciário, Bauru tem 70% da geração de sua riqueza voltada ao comércio e serviços.

"No recorte das atividades econômicas, quem depende do mercado local e não quebrou até agora, com este abre e fecha, realidade atual, não terá fôlego financeiro para suportar mais. Os estoques não são vendidos na magnitude que deveriam. Os boletos vencem e sem dinheiro e até mesmo sem limite para novos créditos, a inadimplência crescerá. Sem utilizar toda capacidade instalada e observando queda no faturamento, aumento do endividamento, o desemprego crescerá. Mesmo os autônomos terão dificuldade em se manter em pé", finaliza Cafeo.

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