Depois de 54 anos de expectativa de tornar independente o Banco Central, finalmente o Congresso aprova essa importante autonomia.
A primeira sugestão para tornar o BC independente partiu do ex-ministro e ex-senador já falecido Roberto Campos, avô do atual presidente da entidade Campos Neto. Que o governo militar negou. Porém, com o importante protagonismo do Congresso, em 2020, o Senado aprovou esse projeto e, neste exercício, por 339 votos a favor e 114 contra, a Câmara Federal também aprova e agora vai para sanção presidencial.
Ótimo para o Brasil, que entra no seleto clube de países, na maioria desenvolvidos, com Banco Central independente. Que, como guardião da moeda, não poderá sofrer ingerências de qualquer governo e também da classe política.
Porém, essa medida que é aplaudida pelo mercado e investidores, não é suficiente para alavancar o desenvolvimento econômico.
O governo federal, que nos dois anos iniciais de sua gestão, infelizmente, desprezou aprovar importantes reformas, precisa, urgentemente, coordenar com o Congresso a aprovação das reformas tributárias, administrativa etc.
Para que o País retome seu crescimento econômico sustentável, com criação de empregos e radical diminuição da pobreza...