Rio de Janeiro - Bares do Lebon e Barra da Tijuca cheios. Uma festa de música eletrônica abarrotada na favela do Vidigal. A noite de segunda-feira (15) e a manhã da terça (16) de Carnaval no Rio de Janeiro tiveram novas cenas de aglomerações apesar das recomendações das autoridades sanitárias em meio à pandemia do novo coronavírus.
Imagens divulgadas pela TV Globo mostram a festa "Morro eletrônico", promovida no Alto Vidigal Bar & Lounge, com três andares lotados. O local tem uma roda de samba marcada para a noite desta terça e um show no sábado (21) com venda de ingresso pela internet.
Antes do Carnaval, o prefeito Eduardo Paes (DEM) pediu para que as pessoas não comprassem ingressos e não fossem "otários", pois as festas não aconteceriam em razão da fiscalização da prefeitura.
Nesta terça, o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, disse que não poderia agir no Vidigal porque a favela tem atuação de traficantes armados e colocaria em risco a vida das pessoas.
Até a segunda-feira, a Seop havia realizado 62 inspeções sanitários, lavrou 47 autos de infração e 24 interdições no período do Carnaval. Média considerada pequena para o número de registros mostrados nas redes sociais.
PRAIAS E MAR
Além das festas e bares todas as praias do Rio de Janeiro ficaram lotadas. Não parecia haver pandemia, nem risco à população.
A Guarda Marítima Municipal impediu a saída de mais 20 embarcações de médio e grande porte na Marina da Glória, zona sul do Rio, que realizariam passeios com festas no mar, inclusive uma festa de comemoração de 15 anos.
Ao todo, 63 barcos já foram fiscalizados e tiveram eventos cancelados, e sete deles foram impedidos de sair na Marina da Glória e um no Quadrado da Urca.