O Ministério Público (MP) instaurou procedimentos para averiguar denúncias de supostas irregularidades na vacinação contra a Covid-19 nos municípios de Jaú (47 quilômetros de Bauru) e Itapuí (44 quilômetros de Bauru), em especial a observância da imunização dos grupos prioritários estabelecidos pelo Estado e União.
No caso de Itapuí, a investigação, que está a cargo da 7ª Promotoria de Justiça de Jaú, teve início a partir de denúncia anônima. Posteriormente, munícipe também enviou representação ao órgão questionando a vacinação de profissionais como esteticistas e massoterapeutas e cobrando a lista de vacinados.
"Por apresentar o mesmo objeto já investigado, (ela) foi acrescida ao mencionado procedimento", informou a assessoria de imprensa do MP por meio de nota. "No momento, o MP aguarda as informações solicitadas ao município, o qual já foi cientificado do teor do procedimento".
Em relação a Jaú, o órgão não deu detalhes sobre como a apuração teve origem, revelando apenas que a representação instaurada possui "conteúdo semelhante" e que "aguarda a resposta do ofício encaminhado ao ente público".
Procurado pela reportagem, o prefeito de Itapuí, Antonio Alvaro de Souza, o Toninho (PTB), informou que ainda não foi notificado. "Recebendo, nós vamos responder de imediato porque nós estamos cumprindo estritamente o que foi protocolizado pelo Estado e pela União", diz.
Por meio de nota, a Prefeitura de Jaú declarou que o município recebeu o ofício e já encaminhou para a Secretaria de Saúde, que seria a responsável pelo assunto. "Estamos dentro do prazo determinado pelo órgão, e no aguardo das informações solicitadas", explicou.
Barra Bonita
Em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), denúncia enviada ao Jornal da Cidade questionou a vacinação contra a Covid de um jovem de 19 anos, familiar de um agente político, que não seria profissional da área de saúde.
Em nota, a prefeitura informou que o jovem "é eco terapeuta, trabalha na área médica e tem contato com pacientes com síndrome down". "Portanto ele se encaixa no grupo prioritário", afirmou o Executivo.
"Desta maneira não houve falha no processo de vacinação. A preocupação se volta para o fato de que trabalhar com crianças portadoras da Síndrome de Down estaria trazendo risco para os pacientes".