08 de julho de 2026
Internacional

'A América está de volta', diz Biden

Gabriel Bueno da Costa
| Tempo de leitura: 2 min

Munique - "A América está de volta". Foi com essa mensagem que o presidente Joe Biden sinalizou para representantes europeus e de outros países aliados sua intenção de reposicionar os Estados Unidos como líderes do Ocidente, em mais uma tentativa de romper com as políticas de seu antecessor na Casa Branca.

Em série de eventos virtuais nesta sexta-feira (19), Biden prometeu mais dinheiro para a distribuição de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo, confirmou a volta dos EUA ao Acordo de Paris sobre o clima, defendeu a democracia e o multilateralismo, criticou China e Rússia e reafirmou a importância da Otan -a aliança militar liderada por Washington e que era alvo de desconfiança de Donald Trump.

Exceção feita ao comentário sobre Pequim, todas as outras declarações representam uma mudança em relação à posição americana durante o governo anterior.

Enquanto o republicano defendia uma política isolacionista -simbolizada pelo slogan "América em primeiro lugar"- e criticava as alianças tradicionais de Washington, o democrata pediu apoio dos europeus para combater tanto a pandemia de coronavírus quanto a influencia chinesa e russa.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ressaltou que a importância da parceria transatlântica entre seu país e a Europa, prevendo que a competição com a China "será dura". Biden tratou de sua plataforma de política externa em evento virtual da Conferência de Segurança de Munique, no qual considerou que há em andamento uma "disputa estratégia de longo prazo" com Pequim.

"Envio uma mensagem clara ao mundo: a América está de volta e a parceria transatlântica também", afirmou Biden. Na avaliação dele, há uma disputa em andamento no mundo entre aqueles que continuam a defender a democracia como o melhor regime para enfrentar os desafios atuais e os que preferem uma autocracia.

Sobre a China, ele comentou também que os EUA tomarão posição contra "abusos econômicos" do país, enfatizando que todos precisam seguir as regras globais.

Biden mencionou a Rússia, atribuindo ao país ataques com "hackers", nos EUA e na Europa. Enfrentar essas ações também é um desafio importante, considerou.