09 de julho de 2026
Nacional

Brasil pede apoio financeiro no combate ao desmatamento

Estadão Conteúdo
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Brasília - A primeira reunião entre o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos para tratar do meio ambiente foi marcada por um recado claro enviado pelo presidente Jair Bolsonaro: o Brasil vai se comprometer com metas de redução de desmatamento e queimadas se houver a injeção direta de dinheiro estrangeiro no País. Sem recursos dos Estados Unidos e demais países ricos, não há como proteger o meio ambiente como previsto em acordos internacionais. A ideia agora é mostrar claramente que houve uma mudança de postura sobre o assunto.

A necessidade de se buscar um "arranjo financeiro" para as metas de preservação do meio ambiente e redução de emissões de gases de efeito estufa marcou a conversa nesta semana, segundo fontes do governo brasileiro. Participaram do encontro os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o enviado especial do Clima do governo americano, John Kerry.

QUEM PAGA

O entendimento do governo Bolsonaro é de que, até agora, o Brasil se comprometeu com outros países a ajudar no enfrentamento das mudanças climáticas e metas previstas no Acordo de Paris, mas sem impor condicionantes claras e financeiras para atingir esses compromissos. O espírito da conversa, como definiu uma fonte do alto escalão do governo, foi o do "a gente faz, mas vocês vão ter de pagar". 

AGENDA

Os americanos se comprometeram a enviar ao Brasil uma minuta de agenda ambiental que pautará reuniões semanais daqui para frente.

Nesta quinta-feira Kerry foi ao Twitter para dizer que "enfrentar a crise climática requer grandes impactos que só podem ser alcançados com parcerias globais". "Boa conversa sobre cooperação climática, a liderança do Brasil e crescimento econômico sustentável."

No último balanço anual, o desmate na Amazônia teve alta de 9,5%. De agosto de 2019 e julho de 2020, a devastação alcançou 11.088 km².