11 de julho de 2026
Esportes

Arthur Zanetti tem um corte no salário e projeto social ameaçado antes das Olimpíadas de Tóquio

FolhaPress
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Enquanto se prepara para tentar uma histórica terceira medalha olímpica seguida (foi ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016), Arthur Zanetti busca se isolar. Se dentro do ginásio ele diz não pensar em nada que não seja sua prova nas argolas nos Jogos de Tóquio, fora dele sofreu um corte de salário e vê sob ameaça um centro de treinamento de ginástica que leva seu nome.

Zanetti, 30, treina em São Caetano do Sul desde os 7 anos. Para 2021, a Secretaria de Esporte e Lazer da cidade da Grande São Paulo estipulou novo teto de pagamento para profissionais do esporte: oito parcelas de R$ 7.000 por ano.

Três pessoas, entre cerca de 500 (atletas, treinadores e outros profissionais contratados), foram afetadas por essa medida: o ginasta, seu treinador, Marcos Goto, e um supervisor da natação, que recebem acima do máximo estipulado.

"Eu não vou ficar por esse salário. Vou continuar treinando na cidade, mas não pela prefeitura. Vou treinar na estrutura que o COB [Comitê Colímpico do Brasil] me deu, que a Agith [uma associação de ginástica local] me deu, que a Rexona [marca da empresa Unilever] me deu. Pela população de São Caetano, mas não pela prefeitura", afirma Zanetti.

Pessoas próximas ao atleta reclamam que há um direcionamento nesses cortes e relatam que ele já recebeu sondagens para deixar a cidade. Goto, no entanto, sustenta que o foco é seguir em São Caetano até a Olimpíada e voltar a pensar na questão depois dos Jogos, que têm início marcado para 23 de julho.