Nova York - Em menos de 24 horas, o presidente americano ordenou um ataque a militantes apoiados pelo Irã em território sírio e anunciou sanções a 76 sauditas ligados à morte do jornalista Jamal Khashoggi.
Os Estados Unidos bombardearam um conjunto de instalações na Síria, na região da fronteira entre o país e o Iraque, nesta sexta-feira (26). Segundo o Pentágono, os ataques miravam locais usados por milícias apoiadas pelo Irã que operam na região. Segundo o Pentágono houve 22 mortos na ação.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou "os ataques ilegais e agressivos" de forças dos Estados Unidos em áreas no leste da Síria, considerando-os uma "clara violação aos direitos humanos e à lei internacional", de acordo com a agência estatal Irna.
KHASHOGGI
Também ontem os sauditas, inimigos declarados dos iranianos, sentirem a pressão americana. O Departamento de Estado anunciou uma nova política, batizada de "Proibição Khashoggi", que retira os vistos de entrada nos EUA de pessoas que persigam ou coloquem em risco dissidentes, ativistas e jornalistas.
Khashoggi foi torturado e assassinado dentro do consulado saudita em Istambul, na Turquia, em outubro de 2018. Desde o início, as investigações apontavam que o mandante havia sido o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, que sempre negou envolvimento com o caso.