Deus destinou a terra e tudo que nele existe ao uso de todos os homens e de todos os povos (Gaudium et Spes, nº 69 § 1).
Se contrastarmos a realidade brasileira com o Evangelho e a Doutrina Social Cristã, verificamos a distância abissal entre uma e outra e o desafio aos cristãos de tomar a sociedade brasileira mais homogênea e menos injusta.
Além das concentrações de renda e riqueza nacional nas mãos de uma minoria, observamos as diferenças injustas quando se consideram os rendimentos dos brancos e dos negros e pardos.
Diante desse quadro, não podemos fechar os olhos nem lavar as mãos, somos todos responsáveis por essa situação, pela nossa ação ou omissão. Ou compactuamos com ela quando dizemos: "não há nada o que fazer", ou é melhor que continue assim, porque somos beneficiados ou queremos uma sociedade renovada pela justiça que se manifestará na nossa opção política, na escolha dos candidatos para os cargos efetivos e no acompanhamento de sua ação parlamentar, executiva, nas relações de trabalho com os semelhantes e nas ideias que defendemos e propagamos.
Não é possível ficar indiferente, indiferença é conivência. E seria muito complicado entender um cristão indiferente às clamorosas injustiças sociais, diante da palavra do Apóstolo Tiago dirigida aos cristãos (5,1-4).
O Senhor Jesus espera nosso engajamento em prol de uma sociedade mais igualitária e solidária e de menos privilégios e injustiça.
Não podemos decepcioná-lo.