11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Carta aberta ao governador João Doria - Estadista da Pandemia

Catarina Carvalho Teixeira - Diretora da Apiece
| Tempo de leitura: 2 min

Sou apenas uma cidadã, professora ativista que foi vereadora na cidade de Bauru (SP), por dois mandatos, sempre buscando a igualdade entre os mais iguais, numa luta quase insana pelos deficientes mentais, há mais de quarenta (40) anos. Escolhi Vossa Excelência como nosso governador, sem imaginar que uma pandemia assolasse o mundo, só conhecendo através da ficção a avassaladora Gripe Espanhola, em 1918, oriunda dos Estados Unidos e da França!

Com a presença da Covid-19, letal, invisível e sem rota de fuga, iniciou um processo de observação e informação, como sempre faço com o desconhecido. Numa noite, ouvindo notícias mundiais e locais, senti a veracidade do meu voto e que a escolha foi de Deus mesmo, pois o Gestor maior de São Paulo era um homem valente e ousado no melhor para a população. Um estadista como o gigante alcaide de minha cidade, Clodoaldo Armando Gazzetta, referência no compromisso pelo povo na prevenção e busca de extermínio do vírus.

Sou diretora pedagógica e sócia-fundadora de uma escola de deficientes, de todas as faixas etárias, até idosos com comorbidades, fechados em suas casas e abrigos, expostos a riscos e negligências pelos agregados. Providenciamos bimestralmente produtos de higiene, máscaras e insumos, levando até seus domicílios e ensinando e repetindo sempre os protocolos de distanciamento social para coibir a transmissão viral. Um Projeto difícil, pela restrição de entendimento deles e pelo desinteresse dos adultos normais que convivem com eles.

Vossa Excelência atento e perspicaz, sabe melhor que eu, que o povo adora aglomerações e enquanto a morte de Covid-19 não bater na casa deles, desrespeitam as ordens dos vigilantes da saúde. Quantas críticas injustas Vossa Excelência recebeu e recebe do povo ingrato e sem noção, quando restringi a locomoção, fechando os bares e lugares de produtos não essenciais. Tudo isso é óbvio, Governador! O que não é óbvio para o senhor é que eu quero juntamente com meus alunos, sermos os primeiros a receber a primeira e a segunda dose da vacina, já que estou no grupo de risco, 73 Anos e com outras comorbidades que somando Cento e Trinta (130) alunos, alcançamos o risco total de contrair a doença.

Hoje nossa Escola está tão bonita e cuidada, embora com salas de aula exíguas e vazias com os alunos estudando à distância. Preocupante, grande Gestor...

Agora vamos ao motivo dessa missiva: além de preitar toda a minha solidariedade e respeito ao Senhor, peço que mande as vacinas para nossa instituição e gostaria muito de tomar a primeira dose da vacina perto do meu ídolo estadista. Já afirmou o intelectual Andy Warhol: "Um dia todos terão direito a 15 minutos de fama". Será que não é vez e a hora dos excluídos e tão invisíveis quanto o vírus? Meu pedido está aqui, a solução é o Senhor!

Confesso que venho sonhando esse sonho desde que o Senhor noticiou que a vacina chegaria no dia 25 de janeiro, como chegou.

Respeitosamente e com gratidão eterna.