09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Fuzuê 014 - Festival digno de reconhecimento

Paulo Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru é uma cidade sem empatia há muitos anos é uma cidade sem limites em tudo, nunca foi uma cidade industrial, uma cidade de grupos e nichos, sempre fo uma cidade de pouco respeito pelos artistas na totalidade da palavra que querem trabalhar cada um na sua área, eles querem respeito e reconhecimento.

A cidade ficou anímica e não venham dizer que está assim por causa da Covid-19, da pandemia, não é, é uma cidade que tem dificuldade de descrever emoções, sentimentos e sentimentos corporai. A cidade se incorpora à palavra grega Alexitimia que significa: A (indica ausência) Lexis é palavra e Timia é emoções.

Durante 3 dias, sexta, sábado e domingo, assisti pelo canal You Tube o FUZUÊ 014, um Festival de Arte. Eu pelo menos nunca tinha assistido perfeito, vigoroso, cultural, político,crítico, aberto a todos os tipos de arte, com uma profundidade, profissionalismo que é muito difícil de assistir na cidade.

Esse evento cultural, multimídia, gratuito, foi feito com recursos da Lei Aldir Blanc, Proac-lab e da Secretaria do Estado da Cultura e Economia Criativa.

O FUZUÊ 014 primou pelo respeito ao horário nos três dias, nada fora do eixo, nada fora do lugar, muito bem organizado, da iluminação com Thiago Neves e Luizinho, grande trabalho e, acima de tudo, sensível a cada dia, um Festival de grandes MCS, tinha teatro, dança, poetas, circo, bandas, conjuntos musicais de grande sensibilidade e tinha Carol Guerra, Ana Evaristo Gael Gramaccio, Isabela Morales, Laura Schiavinato, Liliane Azevedo, Mariane Lacava, Rafael, Matheus Nardini, Matheus Anastácio, Thiago Rosa, Vitor Alberti...

Se esqueci de algum nome, me desculpem, mas essa é a equipe do FUZUÊ 014, que entregou a Bauru um festival extraordinário de arte, de emoção, de profissionalismo, de atitude política e com preocupação com questões sociais, já que desenvolve um trabalho voltado para arrecadações de donativos, com alimentos cobertores, roupas entre outros.

Tudo destinado às famílias em estado de vulnerabilidade social na cidade.

Difícil de explicar, não!?

Difícil de entender, não?!

Difícil de acreditar, não!?

Três dias de pura emoção, sensibilidade, profissionalismo e seriedade.

Em nome da família Neves, muito obrigado pela lição em tempos terríveis que vivemos.