Sucesso nas redes sociais, gatos gordinhos preocupam veterinários na vida real. Afinal, a obesidade em felinos pode causar doenças como diabetes, problemas digestivos, urinários e até dermatológicos, devido à dificuldade que o gatinho muito gordo tem para fazer a própria higiene.
Confinados em casas e apartamentos - o que, de fato, é mais seguro para os animais do que ter acesso à rua -, eles são impedidos de pôr em prática o instinto caçador e abater pequenas presas, como pássaros e ratos, além de subir em árvores e telhados.
A falta de atividade física e os potes de ração sempre cheios são fatores que podem levar ao ganho de peso. Mas se você está pensando que a solução é diminuir a quantidade de ração e fazer o gatinho se movimentar, saiba que não é tão fácil assim. O ideal é levar o bichano ao veterinário, que irá examiná-lo, fazer exames e indicar uma dieta adequada.
Acertar a alimentação também não é uma tarefa simples. E mais uma vez entra o papel do veterinário, que vai indicar o que é melhor.
Mas quanto dar de comida para o gato? Natália Lopes, veterinária e gerente de comunicação científica da Royal Canin, diz que o ideal é seguir a recomendação do veterinário ou a quantidade diária indicada nas embalagens dos produtos. "Os gatos costumam fazer cerca de 18 pequenas refeições ao dia", revela Natália. Mas a quantidade pode ser servida conforme a disponibilidade do tutor.
Além de cuidar da alimentação, outra estratégia importante para fazer o gato emagrecer é aumentar a atividade física dele. Brincar ao menos dez minutos diariamente, mesmo que esse tempo seja dividido ao longo do dia, já é um primeiro passo, diz Natália. O enriquecimento ambiental, com arranhadores e prateleiras, para que o felino possa subir e se exercitar também é importante.