Já escrevi diversas vezes em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, sempre dizendo que temos muito a lutar e nunca a comemorar. Mas falo isso porque sei que leis paliativas ajudam, mas não resolvem o problema de consciência da humanidade.
Vivemos num país patriarcal, machista sim e, para ajudar, num sistema capitalista que divide as mulheres entre gênero e classe. A sociedade está doente e sua doença está matando a classe trabalhadora deste país.
Um povo que nem trabalho tem e que, consequentemente, morre pelos assassinatos de mais mulheres pelos seus pares de 2 em 2 dias no Brasil. A cada minuto existem agressões registradas de todos os níveis e classes sociais, porémm a questão sócio econômica influi em outros fatores sociais.
Estamos num tempo especial de pandemia no Brasil, longe de acabar, e nós, mulheres, levamos nas costas a opressão, o peso psicológico, cultural, social, político, moral de tudo que ocorre no país neste momento e estamos segurando nossos familiares, família, amigos, filhos, companheiro.
Enfim, sem uma política justa para mulheres, onde o direito a igualdade seja prioritário de salário igual para mulheres nas mesmas profissões, que tenham creches nas fábricas e locais de trabalho para que as escolas não sejam depósito de criança; que exista dignidade para mulher continuar sua jornada.
Mas enquanto não existir, continuaremos lutando dia e noite para ter seu lugar justo na sociedade capitalista, que gera a opressão, a discriminação, o racismo, o machismo, o homofobismo... Por isso luto por uma sociedade igualitária, socialista! Fora Bolsonaro! Fora ditadura! Por direito à Vida!
Vacina Já para Todos!